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Resenha: novo trabalho do Silver Mammoth é avaliado pelo redator Gabriel Arruda

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

Apreensivos por tantas coisas novas que surgem em pleno século atual, a aquelas pessoas que nunca deixam de prolificar as sua raízes dentro do Rock, mostrando sinais de que o gênero não mudou nada, continuando atual (como sempre), não deixando de inovar em certas coisas. E para entender que o tradicional Hard Rock setentista, carregando também algumas peças do Classic Rock, eis que surge SILVER MAMMOTH, quarteto paulistano que acaba de lançar “Mindlomania”.

Para quem é fã, principalmente de Deep Purple e Uriah Heep, “Mindlomania” é um prato cheio para os fãs que se mantém fiel às influências setentistas. E nele há de tudo o que se possa imaginar em se tratando de pegada clássica dentro do Rock, abrangendo riffs de guitarras pesados, arranjos cristalinos de hammond e um trabalho vocal diversificado, transitando também a ambientes psicodélicos, sem deixar de se esquivar a momentos mais viajantes, o que é habitual pra quem teve o prazer de viver aquela época.

A produção, assinada por Marcelo Izzo e Rafael Agostini, e a mixagem/masterização, que ficou a cargo do Hugo “agogô” Silva, traz uma sonoridade limpa e moderna no seu devido ponto. Afinal, os músicos passam o clima ‘ao vivo’ a cada momento do disco, traçando em nossas mentes como era gravar um disco na década de 70, que era justamente dessa forma. A capa enverga tons diversificados, caracterizado pelo charme psicodélico da banda. E mais uma vez o artista João Duarte caprichou com sua habilidade, explicitando o que o quarteto passa através da arte.

Aqui tudo é feito com amor e carinho, havendo a preocupação da banda em presentear os ouvintes, tanto da antiga e nova geração, com músicas acessíveis sem que elas soem forçadas, não precisando de exageros técnicos para mostrar os quão bons e capazes são o Marcelo Izzo (vocal), Marcelo Izzo Jr. (guitarra e backing vocals), Chakal (baixo) e Vinnie Rabello (bateria), não se esquecendo do Rafael Agostino, que fez um trabalho brilhante no Hammond, Moog, Mellatron e Piano. Em suma, a banda fez o disco da maneira que o estilo pede, e “Mindlomania” entra como um dos principais registros de Rock Clássico do Brasil.

Dentre os destaques, começamos logo pela primeira faixa, “Bewitched”, que chega ditando regras com o peso das guitarras e da parte rítmica (prestem atenção na bateria), preenchidas por belas melodias vocais e ótimos arranjos de hammond; a faixa-titulo, “Mindlomania”, é destacada pelas variações vocais, que ora chega lembrar o Dan McCafferty, do Nazareth, na hora que chega os refrões vibrantes, que são cadenciados pelo peso das guitarras; “The Time Has Come” vem num progresso mais médium, seguindo uma pegada mais orgânica e intimista, que são conduzidos por guitarras harmonizadas e pelo ‘feeling’ vindo do hammond.

Pra deixar o clima mais divertido, “Liars” traz o lado Rock ‘n’ Roll do quarteto de forma abrasiva, que apesar de ser simples e direta, há arranjos inteligíveis e técnicos. E a parte rítmica é surpreendente, principalmente do baixo; no mesmo terreno, “Madman Doc” reserva momentos de pura festa já numa pega mais clássica do Rock ‘n’ Roll, sendo perfeita pra tocar em qualquer ‘baile’. E o trabalho de piano deixou a música ainda mais cintilante.

Após um instrumental cheio de psicodelismo com a “The Gave, The Hole, The Escape”, “Sadness” arrasta o quarteirão com riffs robustos, não deixando sumir o esmorecer das melodias. Os arranjos vocais se sobressaem novamente, que intercalam do mais melódico ao agressivo; “Shining Star” é uma balada atmosférica, bem no estilo Black Sabbath, tendo somente melodias acústicas e instrumentos de percussão como base; “Wild Wolf” mostra um inicio gracioso, mas que depois cresce com os riffs ganchudos, que são progredidos da mesma forma durante a parte rítmica; “Shock Therapy” aborda passagens diversificadas, tanto que é a faixa mais longa do disco, existindo um dinamismo cheio de classe dos músicos, que mais uma vez capricharam nos arranjos de guitarra e teclado.

Durante esses 4 anos de atividades, o SILVER MAMMOTH crava, de vez, o seu nome na história do Hard Rock e Classic Rock nacional, tendo muita lenha pra queimar lançando ótimos discos no futuro.