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Resenha: novo trabalho do Silver Mammoth é avaliado pelo redator Leandro Vianna

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog A Música Continua a Mesma

Por Leandro Vianna

Nota: 09.0/10.0

É claro que o Brasil não poderia passar incólume a essa onda de bandas que apostam em um Classic Rock setentista com pegada bem psicodélica e dentro desse nicho, indiscutivelmente o SILVER MAMMOTH é nosso melhor nome. Mantendo a regularidade de um trabalho por ano, “Mindlomania” vem para suceder o muito bom “Pride Price” (14).

Após a primeira audição de “Mindlomania”, lamentei o mesmo só ter chegado em minhas mãos nesse mês de janeiro, pois ele teria entrado tranquilamente entre os 10 melhores trabalhos nacionais de 2015. Apresentando sua mescla de Classic Rock, Psychedelic e algo de Progressivo, apresentam um som com pegada totalmente setentista, mas que não soa datado devido a ótima produção. Com uma sonoridade bem variada, fica impossível não afirmar que o SILVER MAMMOTH se encontra em seu auge no que tange a criatividade e técnica (e devendo crescer ainda mais nos próximos trabalhos).

As composições estão muito bem arranjadas e esbanjam técnica, mas sem que a banda soe pedante. A performance vocal de Marcelo Izzo está muito boa, enquanto Marcelo Izzo Jr. se sai muito bem nas bases e nos solos de guitarra. Já a parte rítmica, com Chakal (Baixo) e Vinnie Rabello (Bateria) faz um belíssimo trabalho, dando peso e variedade as músicas. Para enriquecer ainda mais o resultado final, a banda contou com a participação de Rafael Agostino, responsável pelo Piano, Hammond, Moog e Mellotron, que reforçam ainda mais o clima lisérgico que surge em diversos momentos. Dentre as faixas aqui presentes, todas de ótima qualidade, destaco “Bewitched”, “Mindlomania”, “Liars”, “Sadness” e “Wild Wolf”. Mas como disse, isso não significa que as demais também não sejam excelentes, sendo essas escolhas apenas uma questão de gosto pessoal.

Como já dito, a produção conseguiu não deixar a música do SILVER MAMMOTH datada, além de ter acertado em cheio na escolha dos timbres e ficou a cargo de Rafael Agostino e Marcelo Izzo. Já a capa é um belo trabalho de João Duarte e conseguiu transpor para a imagem, a sonoridade que o ouvinte irá encontrar em “Mindlomania”. Com sua mescla de Classic, Progressivo e Psychedelic, além de claro, um pezinho bem fincado naquilo que chamamos de Occult Rock, o SILVER MAMMOTH nos entregou um dos melhores álbuns de 2015. Quem conseguirá parar esse mamute?