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Resenha: novo trabalho do The Cross em evidência no blog A Música Continua a Mesma

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog A Música Continua a Mesma

Por Leandro Vianna

Nota: 08.0/10.0

Os mais novos podem não ter noção, mas a baiana THE CROSS foi uma das bandas precursoras do Doom Metal no Brasil. Dentre idas e vindas, com hiatos entre 1998-2005 e 2008-2013, já se vão 25 anos de carreira. Nesse tempo, infelizmente, lançaram apenas a demo “The Fall” (93) e nada mais. Mas agora “Flames Through Priests” vem para corrigir essa falha na história do THE CROSS. Esse EP é composto por duas faixas inéditas e as três faixas presentes na supracitada Demo, unindo assim passado e presente, além de indicar o futuro do grupo soteropolitano.

O Doom Metal aqui praticado é pesado, soturno, arrastado e resvala em alguns momentos no Black e no Death, possuindo referências que vão desde Black Sabbath e Candlemas até My Dying Bride e afins. Os vocais de Eduardo Slayer seguem uma linha mais rasgada e se encaixam perfeitamente no som intenso da banda, cortesia das ótimas guitarras de Elly Brandão e Pedro Maia, que despejam riffs densos e macabros. Já a parte rítmica, composta por Luciano Nogueira (Baixo) e Alex Rocha (Bateria) esbanja peso e dinamismo, além de mostrar boa técnica. Os inevitáveis destaques ficam por conta das duas faixas inéditas, “Cursed Priest” e “Sweet Tragedy”, onde vemos um som carregado de personalidade e dinamismo. Já as faixas presentes em “The Fall” mostram o potencial latente que já existia em 1993, além de mostrar uma ótima qualidade de gravação para uma Demo dessa época. Quem viveu esse período, sabe como na maioria dos casos a qualidade era sofrível.

Sem espaço para firulas e apresentando uma sonoridade carregada de obscuridade, melancolia e melodias que beiram o macabro (no melhor sentido da palavra), o THE CROSS vai agradar em cheio as almas macambúzias apreciadoras de Doom Metal.