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Resenha: o redator Marcos Garcia avalia o novo trabalho de estúdio do Supersonic Brewer

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Samsara

Por Marcos Garcia

Nota: 08.5/10.0

Acompanhar a evolução musical de uma banda enquanto ela vai se afiando mais e mais, fazendo um trabalho cada vez melhor, é algo para poucos. Requer, antes de tudo, paciência e compreensão, pois bandas de Metal são como diamantes: seu trabalho pode possuir muitas facetas, e em cada uma, há um brilho diferenciado, mas sempre belo. E o quarteto gaúcho SUPERSONIC BREWER, de Bento Gonçalves, é um nome que já mostrou seu valor antes, e que com “3rd Chapter: Ready for Another Binge”, continua mostrando um trabalho musical de alto nível.

O grupo destila uma mistura ótima de Thrash Metal com Metal Tradicional, mas impondo um resultado musical intenso, e sempre impondo um nível técnico muito bom, sem, no entanto transformar as músicas do quarteto em algo enjoativo. Não, longe disso: aqui, nada é desnecessário ou exagerado, mas na justa medida. Mas a fúria e agressividade da banda são algo bem evidente, fora um toque de Groove aqui e ali que dão um toque bem azedo. E é algo que dá aquele toque de personalidade ao grupo. Gravado nos Soundstorm Studio, com produção do quarteto em parceria com Ernani Savaris (sendo que este último ainda mixou e masterizou o disco), a sonoridade do grupo é intensa e azeda, bem gordurosa, mas com cada instrumento em seu devido lugar, com timbres bem pensados, e uma clareza muito boa. E essa associação de peso+agressividade+clareza é algo bem difícil de ser atingido com ótimos resultados, mas eles conseguiram. A arte de capa de Emmy Dalla Senta é uma atualizada na capa original, acrescentando vários elementos, para dar uma diferenciada.

Como dito acima, fica evidente que 70% do disco é de releituras mais atuais de algumas faixas do primeiro disco do grupo, “Broken Bones” (de 2011). Mas isso não tira o brilho do disco, muito pelo contrário. Ouvindo essas versões, vemos o quanto “Broken Bones” poderia ter rendido bem mais. Mas nunca é tarde, ainda mais que as novas roupagens possuem alguns arranjos muito bem feitos.

Ready for Another Binge – Bem diversificada em termos de técnica, vemos a banda mostrar um vigor e força bem evidentes, mas as melodias grooveadas se encaixam perfeitamente. E podemos ouvir um trabalho ótimo de vocais e guitarras.

Illusion – Uma faixa bem ganchuda e envolvente, mostrando um arsenal de riffs muito bons mais uma vez. Mas é incrível ouvir com a bateria mostra uma boa técnica, com mudanças de ritmo ótimas.

Society in Ruins – Um dos pontos altos do disco! Sim, aqui a banda mais uma vez tempos não muito velozes, mas reparem como as melodias encorpadas, e vocais ferozes muito bem assentados sobre guitarras absurdas.

Blood Washed Hands – Aqui, aquele jeitão Groove/Southern Rock sulista das bandas norte americanas dá as caras em uma canção um pouco mais limpa e introspectiva, que mostra um lado mais versátil do quarteto. Que belo trabalho!

Destruction Overtruck – Peso e agressividade se aliam, permitindo que as guitarras do quarteto mais uma vez se exibam em ótima forma. E reparem bem como a banda está bem em termos de baixo e bateria, fora os solos.

Embrace Disgrace – Uma excelente canção, mostrando a banda inteira em grande forma, com tempos não muito velozes e nem arrastados. Mas ao observarmos atentamente, fica claro que o quarteto mantém uma fidelidade aguerrida à suas raízes.

The Ocean/Kashmir – Sim, aqui é um medley de duas canções do Led Zeppelin, e ouvimos claramente que a banda soube colocar sua própria identidade nas músicas, sem que elas soem descaracterizadas. Mesmo assim, é bom que se diga: o quarteto colocou de si nesse medley, logo, não esperem por clonagens.

Em suma: se o SUPERSONIC BREWER continuar assim, o Rio Grande do Sul, e mesmo o Brasil, serão pequenos para eles. Ótimo disco!