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Resenha: outro veículo nacional evidencia o poder de fogo do debut do Ódio ao Extremo

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Samsara

Por Marcos Garcia

Nota: 09.0/10.0

Eis que o gueto Hardcore/Metal tão tradicional do Brasil mostra seu valor mais uma vez, com mais um nome de peso mostrando as garras e com muito sangue nos olhos: ÓDIO AO EXTREMO, um quarteto insano vindo de Lavras (MG), e que chega destilando sua música em “Animal”, seu primeiro álbum.

Em pouco mais de 41 minutos de duração, o grupo mostra a que vem: uma forma insana e agressiva de Crossover à lá R.D.P. e D.R.I. antigos, de sem frescura. Óbvio que existem momentos mais trabalhados, mas em geral, o grupo não quer saber, e vomita sua insatisfação com letras em português. E o mais importante: mesmo sem ser a intenção de o quarteto criar nada de novo, em “Animal”, se percebe que eles tem personalidade, e muito!

A sonoridade é ótima, mais uma produção muito bem feita por Celo Oliveira (que cuidado de gravação, mixagem e masterização), já que “Animal” foi gravado nos Coléra estúdio, no Rio de Janeiro. O equilíbrio entre peso, agressividade e clareza está em um nível mais que satisfatório. E, além disso, a arte gráfica de Marcus Lorenzet (da Artspell) ficou ótima, com uma capa cuja mensagem é clara: a animalização do ramo humano, que vem ocorrendo nas últimas décadas.

Com a média de duração de pouco mais de dois minutos, cada uma das 12 faixas de “Animal” é muito bem feita, sem perder aquele acento despojado com um jeitão de “fodam-se” tão necessário ao gênero em que o quarteto milita. Mas isso não quer dizer que não houve um cuidado estético com os arranjos.

E é bom se preparem, pois a porradaria é insana, especialmente em faixas como a veloz “Atentado Terrorista” (com excelentes riffs de guitarra, bem simples, mas com uma energia absurda), a abusivamente pesada e bem feita “Animal” (com o ritmo um pouco mais lento, permitindo que a agressividade salte os olhos, especialmente pelos vocais bem rasgados), o ritmo abrasivo e contagiante de “Descartável” (com aquela pegada HC mais Old School), a variada “H’odeio” (um protesto contra a covardia praticada contra animais em rodeios, e é uma faixa ótima, com baixo e bateria mostrando um controle rítmico incrível), a bruta e icônica “Merda”, a grudenta e destruidora de pescoços “Futuro do Brasil”, e a insanidade HC de “Palestina” e “Nóia” vão grudar nos ouvidos de tal forma que vai sair por aí e pegar o primeiro babaca puxa-sacos ou metido à vaqueiro de porrada. E sim, essas podem ser consideradas as melhores canções do disco, se é que se pode achar melhores momento num disco tão bom!

Massacre total, sem dó dos ouvidos! Sejam bem vindos!