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Resenha: primeiro álbum do Inner Call em destaque no blog brasileiro Metal Samsara

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Samsara

Por Marcos Garcia

Nota: 07.0/10.0

O Metal Tradicional que é feito no Brasil tem várias trincheiras, já que as vertentes são inúmeras. E como é bom ouvir o trabalho do quinteto INNER CALL, vindo de Salvador (BA), mostrando força em “Inner Call”, seu primeiro trabalho, lançado pela MS Metal Records.

Antes de tudo, é bom que se ressalte que não há nada de novo no trabalho do quinteto. O Heavy Metal Tradicional feito pela banda, com forte dose de peso, melodias bem sacada e uma boa dose de agressividade é feito há anos. A diferença é que o grupo consegue, no meio de uma inundação de clones que infesta o cenário mundial, ter personalidade própria. Sim, o som do quinteto tem a pegada deles, o jeito deles. E é ótimo, digamos de passagem.

Produzido por Pablo Nechi e pelo próprio quinteto, “Inner Call” tem uma aura um pouco crua demais para o estilo deles, mas mesmo assim, não está ruim. É pesado, conseguimos entender o que a banda está tocando, os timbres dos instrumentos e voz são bons. A sonoridade só poderia ser um pouquinho mais limpa, apenas isso.

Matheus Silva criou uma arte gráfica ótima, usando o design concebido pelo bateria Luiz Omar. Está muito bom, e faz um paralelo interessante entre as canções e letras do grupo. Sem exagerar na técnica ou pôr melodias excessivas, e sem querer encher o disco com firulas, a banda acerta a mão nas composições. É jogo ganho, onde eles sabem administrar bem o resultado, especialmente porque o talento individual de cada um contribui para que as canções sejam de primeira.

Melhores momentos: o peso vivo e envolvente de “The Dark Ages” (que apresenta um trabalho interessante de baixo e bateria); as melodias envolventes das linhas de guitarra e vocais apresentadas em “Ride from Hell”; as lindas linhas melódicas de “Reasons” (onde a introspecção é o diferencial em muitos momentos, e os vocais se mostram bem); a longa e envolvente “Inner Call” e seu refrão ganchudo (e alguns momentos à lá Steve Harris do baixo); a agressiva “Bad Minds”, onde a bateria se destaca bastante; e a ganchuda e cheia de energia “I’m Back (This is Rock’n’Roll)”.

A banda ainda pode render bem mais, com uma gravação melhor e algumas melhorias em termos de técnica musical (o vocal é muito bom e tem uma voz legal, mas pode melhorar ainda mais). Mas o INNER CALL já se mostra uma banda muito boa!