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Resenha: primeiro álbum do Machinaria é avaliado pelo redator brasileiro Clóvis Roman

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Clovis Roman

Por Clóvis Roman

Nota: 08.5/10.0

O grupo gaúcho MACHINARIA (vindo da simpática cidade de Bagé) foi formado em 2011, e três após depois, após alguns singles, chegou ao tão sonhado álbum de estreia. Intitulado “Sacred Revolutions Profane Revelations”, o disco foi produzido pela própria banda, com mixagem do baterista Bruno Dachi. O resultado ficou bem acima da média, apesar de que em alguns momentos se as guitarras soassem mais “cheias”, o som poderia ter ficado um tanto mais pesado.

A trinca de abertura parece gastar de cara todas as fichas do quinteto. Afinal “Iconoclast”, “Scapegoat” e “Act of Justice” são pauladas de respeito, com melodias vocais grudentas e riffs bem trabalhados. Após algumas audições, você volta e meia se flagra cantarolando “Hail The Scapegoat” (música cujo riff inicial é muito similar a “Whose Life (is Anyways?)” do Megadeth) ou “Act Of Justice, Remains! Act Of Justice, They Claim!”. Mas o resto é ruim? Não, de maneira alguma. Mesmo que o ápice do trabalho esteja logo nos seus 15 minutos iniciais, ainda temos material muito bom no decorrer do disquinho. A parte final de “Holy Office” é sensacional (e essa é outra com refrão marcante), “Pictures Of The Dark” tem trechos instrumentais que remetem ao Death, enquanto a meio Exodus “New Eyes, Old Lies” tem um solo de guitarra brilhante.

Outro grande destaque é a faixa título, uma obra de altíssima qualidade, um Heavy bem versátil, com um toquezinho de Seattle em algumas partes. Tanto que os caras fizeram posteriormente uma versão dela em formato acústico, que ficou igualmente marcante (procure aí no YouTube). As demais faixas do disco, por mais que não tenham o mesmo poder de fogo das supracitadas, também são muito boas e ajudam a compor um trabalho muito bom, cuja aquisição é altamente indicada. São quase 50 minutos de um trabalho acima da média. Como bônus, há “Burning My Soul”, retirada do primeiro single do grupo (lançado em 2013). Só não dá para entender o motivo deles não terem colocado a letra dela no encarte, já que não se trata de uma cover.