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Resenha: primeiro álbum do Outmask é avaliado pelo redator Luiz Gustavo Santos

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal na Lata

Por Luiz Gustavo Santos

Nota: 7.5/10.0

O OUTMASK é uma banda brasileira, mais especificamente de Aracaju, Sergipe, fundada em 2011. O álbum “A Kind of Being”, recém lançado, é o primeiro full lenght de sua ainda curta carreira. O som dos caras é um misto de Rock Progressivo, Heavy Metal e Prog Metal, condensando influências, segundo os próprios músicos, que vão desde Pink Floyd e Led Zeppelin a Emperor e Morbid Angel, passando por Iron Maiden, Black Sabbath e Dream Theater.

Como fã do estilo, reconheço que não é nenhum pouco fácil “acertar a mão” num lançamento desses, especialmente considerando ser um álbum de estreia de uma banda do “interior” de um país com pouca tradição na área como o nosso. Digamos que não é um estilo fácil de digerir pra quem não é muito acostumado. Ainda assim, consideradas as adversidades, os sergipanos conseguem tirar uma musicalidade muito criativa e heterogênea, soando bastante diferente do que se costuma ouvir no Brasil.

Os trechos que mais me agradaram no álbum com certeza foram as passagens instrumentais mais progressivas (e com certo peso nos riffs), como ocorre em “Awakening”, que abre o play, “Blindness” e “Wilting” – essa última com um solo de guitarra de arrepiar no finalzinho. Nessas passagens, o trabalho dos músicos é admirável, destacando-se em especial o baixo de Marcel Freitas e os teclados de Omar de Paula. O play também mostra que a banda sabe transitar por áreas externas ao rock pesado em si, como nas densas e “atmosféricas” “Unformed” e “Divinity”, que trazem um som mais groovado e cadenciado.

“Numb”, quarta faixa do disco, traz um refrão bastante marcante e com uma melodia da linha vocal muito bonita. Infelizmente, esses elementos (boas melodias da linha vocal e refrão marcante) não aparecem com frequência, fazendo que o álbum perca um pouco do ritmo no decorrer de seus 47 minutos. Também não curti muito a produção do vocal. Embora o vocalista Enaldo de Paula demonstre qualidade e versatilidade, a produção o deixou meio esgoelado em alguns agudos e com efeitos demais em certos pontos. Um pouco mais de drive também não faria mal.

Em resumo, posso dizer que é um álbum com ótimas intenções, de uma banda talentosa e diferente, que certamente conquistará seu espaço na cena nacional. Corrigidas algumas falhas (pros meus ouvidos, claro) comuns em estreias, não tenho dúvidas de que pode vir coisa ainda melhor por aí.