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Resenha: primeiro EP do The Cross é avaliado pelo redator Vitor Hugo Franceschini

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Arte Metal

Por Vitor Hugo Franceschini

Nota: 08.0/10.0

Retornando de seu segundo hiato após sete anos em 2014 (o primeiro ocorreu entre 1997 e 2007), a tradicional banda baiana THE CROSS lança um trabalho no formato de EP que trás duas novas composições e sua segunda demo “The Fall” (1993) como bônus. Um trabalho interessante que mostra que a banda, uma das pioneiras do Doom/Black Metal no Brasil, criou sua identidade há tempos.

Obviamente com uma produção de qualidade acima da média, as duas novas composições trazem variação e um dinamismo maior que os trabalhos anteriores. Porém, é impressionante como a banda mantém sua identidade mesmo estando sem gravar há duas décadas. Das novas composições, “Cursed Priest” mostra um lado mais Black Metal e uma agressividade mais intensa. Já “Sweet Tragedy” soa mais melódica, com uma aura mais triste e tendo a pegada Doom mais em voga. Porém, ambas soam como THE CROSS com guitarras bem densas, cozinha correta e os típicos vocais rasgados de Eduardo. As três músicas de “The Fall” resgatam a tradição da banda que sempre primou pela mescla bem equilibrada entre o Doom e o Black Metal. Mostrando uma produção de qualidade pra época, principalmente em se tratando de uma Demo, o trabalho foi o que marcou o território do THE CROSS.

Gravado no SD Studio com produção executiva de Eduardo Macedo e Eduardo Slayer, além de engenharia de Sidinei ‘Grim’ Falcão, “Flames Through Priests” possui uma sonoridade orgânica revestida com uma roupagem atual. O fato é que o retorno do THE CROSS traz de volta uma banda perita no estilo e que acrescenta e muito ao cenário metálico nacional.