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Resenha: primeiro trabalho da banda Hollow é destacado no site Rock on Stage

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Rock On Stage

Por Fernando Júnior

Nota: 09.5/10.0

Quase para completar dez anos de existência, o HOLLOW teve sua formação em 2006 na cidade de Garibaldi/RS com a ideia de compor músicas que refletissem o chamado Thrash Metal Old School.

Trilhando os caminhos do underground gaúcho, o quarteto então formado por Renan Cauê Müller na guitarra e vocais, Maurício Zorrer na guitarra, Lucas Lussam no baixo e Flávio Daufenback na bateria (já substituído por Mauricio Steffani) realizou as gravações, mixagem e masterização de seu debut CD – cujo título é “Spirit Soldier” – com o produtor Roger Fingle no Estúdio Nitro em Porto Alegre/RS, que realizou um competente trabalho garantindo à obra, a possibilidade de se ouvir todas as agressivas músicas com clareza.

“Spirit Soldier”, que teve seu lançamento em agosto de 2014 de forma independente e em 2015 foi relançado pela Eternal Hatred Records, possui sua capa e encartes, que traduzem de forma sombria os horrores da guerra foram desenhados por Marcelo Vasco da P2RDesign, que entre outras, assina do aclamado “Repentless” do Slayer.

Ao som de sinos e dedilhados mórbidos eles iniciam o seu Thrash Metal com “Strength” em um ritmo avassalador cheio de vocais agressivos e linhas cadenciadas, com inspirações claramente influenciadas pelo Sepultura do princípio de carreira junto a variações instrumentais matadoras, que te empolgam a bangear e entrar nas rodas logo na sua primeira audição. Depois, o HOLLOW prossegue com excelentes riffs de guitarras de sua entrosada dupla, que são introduzidos com a faixa “Destruction Of The Mass”, que mantém a fúria dos vocais de Renan Cauê Müller em meio das competentes e cativantes evoluções de guitarras, bateria e baixo, que resultam em um verdadeiro massacre sonoro.

Trazendo uma atmosfera de total beligerância, “It Never Rests” recebe ótimos solos de guitarras em seus primeiros minutos, que são acompanhados de perto e com muito ímpeto pelo baterista Flávio Daufenback e pelo baixista Lucas Lussam e isso, até que possamos ouvir seus cruéis e insanos versos, que junto ao andamento proposto pelo HOLLOW nós seremos conquistados logo de cara. Através sons e sirenes, que antecipam um horrendo ataque aéreo, a elaborada e intensa “Burning Lead”, marca a quarta de “Spirit Soldier” com riffs de guitarras certeiros feitos por Renan Cauê Müller e Maurício Zorrer em um estilo que os fãs de nomes como Slayer e Kreator irão curtir e certamente martelarão seus pescoços, mesmo quando estiveram ouvindo o álbum nas suas casas. Apresentando um proeminente ritmo cadenciado “Death In Glory” segue o CD nos exibindo solos primorosos e fulminantes feitos por Renan Cauê Müller e Maurício Zorrer ante a um andamento poderoso de baixo e bateria, que nesta faixa conta com apenas um urro extremo como uso dos vocais.

Após aquele quase som instrumental esmagador da anterior, o HOLLOW retorna com os vocais furiosos em um ritmo envolvente e muito variado, que está presente em “The Earth Bleed”, canção que nasceu para ser tocada ao vivo e levar os fãs a bangearem bastante. E para fechar o disco temos a destrutiva canção título, a “Spirit Soldier”, onde nota-se como a banda trabalhou para criar uma sonzeira vibrante e colérica a cada trecho da música, confirme reparando nos vocais de Renan Cauê Müller, que sempre estão dotados de muita ira a cada verso pronunciado por ele, além disso, contamos com o capricho dos solos de guitarras comandados por Maurício Zorrer e também a eficiente base de Lucas Lussani no baixo e Flávio Daufenback na bateria.

O que poderia considerar como ponto negativo é que o CD é curto com apenas 27 minutos, entretanto, o recado é dado de forma direta e deixa claro que o HOLLOW possui a capacidade – e óbvio – o potencial para conquistar muitos fãs daqueles que apreciam um Thrash Metal mais raivoso em músicas que passam a devida habilidade e em letras que sintetizam muito ódio de temas como guerras, política, problemas sociais, enfim, a nossa ‘bela’ atual situação mundial.