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Resenha: segundo álbum da Kamala em evidência no site Metal Clube

https://www.msmetalagencybrasil.com/ptbr/wp-content/uploads/2012/03/Kamala-The-Seven-Deadly-Chakras.jpgResenha originalmente publicada pelo site Metal Clube

Por Reynaldo Trombini

Muito vigor, criatividade em alta, faixas que causam impacto e nuances do Thrash e Death transformam o KAMALA em uma das bandas que conseguiu maior retorno positivo do público e mídia nos últimos meses no país.

O seu despontar se deu em 2003, em Campinas/SP, quando o grupo começou a ganhar boa reputação baseada na animação de seus shows e qualidades de suas canções, que dois anos após se transformariam na Demo “Corrosive”.  Não tardou para que em 2007 o primeiro disco oficial fosse lançado, de nome homônimo. Com mais experiência o grupo trouxe em  2009 “Fractal”, segundo disco oficial.

Para essa jornada de muito peso, vigor e fúria instrumental o quarteto composto por Raphael Olmos (guitarra e vocal), Andreas Dehn (guitarra), Adriano Martins (baixo), Nicolas Andrade (bateria) aposta em diversas características que variam entre a timbragem pesada do Death Metal aliado a velocidade dos Thrash Metal. A boa criatividade dos músicos resulta também em um álbum original, com variações instrumentais e nenhum pouco cansativo.

O pontapé com “Consequences” e a veloz “Stand On my Manger” transforma o clima propício para o desenrolar de toda a “quebradeira sonora”!  De cara, com apenas duas canções o ouvinte já poderia imaginar o que viria pela frente, um disco de causar impacto devido a sua regularidade evidente, maturidade de fazer inveja a muitos, boa criatividade e produção de bom nível.

Linhas atraentes da bateria em “Purify” chamam a atenção para o desempenho de Nicolas Andrade durante todo o material. O baterista tem tudo para deixar os amantes do instrumento de queixo caido, pois transforma cada passagem em uma verdadeira mescla de velocidade, agressividade e técnica. Uma passeio interminável por pedais duplos das mais diversas formas, viradas consistentes e momentos categóricos com suas baquetas.

Brutalidade total! Assim é “The Fall”, com riffs ultra velozes e variações que irão fazer a alegria dos bangers fãs do Death Metal. Nem mesmo o refrão com vocais limpos e melodioso tira a roupagem pesada criada para a quarta faixa, que após ser conferida com atenção ganha o status de uma das mais impactantes de “Fractal”.

De refrão melancólico e ao mesmo tempo furioso, “Push” volta a agradar pelo virtuosismo certeiro de Nicolas Andrade na bateria e pela assertividade das guitarras, que soam mais cadenciadas, dessa vez em “What is That”. Um prato cheio para os fãs de riffs pesados, cortantes e certeiros! A sexta canção do álbum é uma das mais técnicas de toda a jornada com bases quebradas, pausas bem trabalhadas e solos que aparecem para elevar ainda mais o nível da composição.

“In Others Mind” traz um refrão que se reveza entre momentos dedicados as guitarras! A dupla Andreas Dehn e Raphael Olmos vai atrair ouvidos atentos com os riffs palhetados e pesados da sétima canção. Os músicos  mantém a regularidade adquirida no início do disco e transformam a sequência com a ousada “Determination”, “No Turning Back” e “Fractal” em uma verdadeira avalanche de peso, com fortes influências do Death Metal!

Para fechar, “Stillbirth” vai agitar os bangers como nunca! A saidera atrai o nervosismo que culminou em um dos grandes lançamentos de 2009. “Fractal” vem recebendo elogios por todos os cantos do país não é a toa, suas canções fazem do KAMALA uma banda surpreendente, madura e cima de tudo ousada!