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Resenha: segundo álbum do Kamala em destaque no portal Whiplash!

https://www.msmetalagencybrasil.com/ptbr/wp-content/uploads/2012/03/Kamala-The-Seven-Deadly-Chakras.jpgResenha originalmente publicada pelo portal Whiplash!

Por Jackson W. Pinto

O termo Kamala refere-se a uma deusa hindu que representa força e sabedoria, e no que diz respeito a esta banda formada em 2003 na cidade de Campinas (SP), adapta-se como uma luva, pois neste, que é o terceiro registro da banda, temos toda a força do seu já habitual Thrash Metal aliado a experimentações e melodias refinadas e de um bom gosto incrível.

“Fractal”, como já frisei, é o sucessor de dois lançamentos, que são o CD demo “Corrosive” (2005) e o CD “Kamala” (2007), sendo que nesse último, lançado pela Overload Records, a banda já dava indícios de que iria utilizar-se de uma sonoridade moderna no seu som, sem perder a agressividade e o peso. As mudanças de ritmo, aliadas à extrema qualidade musical dão uma noção bastante peculiar do porquê esta banda se distingue do lugar comum no Thrash Metal nacional, demonstrando uma auto-afirmação digna de respeito, com a emoção exalando de cada poro de seus componentes.

Os responsáveis por tanto bom gosto e qualidade do presente CD são: Raphael Olmos – voz e guitarra, Andreas Dehn – guitarra, Adriano Martins – baixo e Nícolas Andrade – bateria, sob a batuta do produtor Ricardo Piccoli (Venin Noir, Dead Nature e Scars Souls), do Piccoli Studio, de Campinas, que já trabalhou no último CD da banda e contribuiu sobremaneira para que o resultado fosse tão claro e emocionante.

Num total de pouco mais de 47 minutos de fúria e rapidez, dividido em onze faixas matadoras, este lançamento esbanja criatividade, com um clima insano e visceral. Destaque há que ser feito à faixa de abertura, “Consequences”, que mereceu até mesmo o lançamento de um vídeo clipe produzido por Leonardo Alves e Thiago Pinheiro e gravado no Studio Kaiowas, que capta com maestria o estigma oriental que já é marca registrada da banda. Cabe ressaltar que o presente clipe já está na programação para ser exibido em breve no Programa Rocktime. Peso e cadência estão presentes com muita propriedade nos petardos “The Fall” e “Push”. As variações e viradas da instrumental faixa título também são incríveis, sendo que a bateria e baixo pulsantes de “Stillbirth” dão um toque à parte, com uma selvageria avassaladora. Os vocais de Raphael são muito bem encaixados nas melodias, dando-lhes um ar insano e moderno, isso sem falar no excelente trabalho de guitarras, feito com muita garra e competência.

Também tenho que destacar o esmero que a banda despendeu à arte gráfica do CD, criada pelo designer Luiz Moura. Foi usado muito capricho e cuidado na apresentação, sempre tendo por base tanto o hinduísmo como o próprio nome do CD, pois o termo “Fractal” refere-se a uma forma geométrica que tende ao infinito e representa graficamente a teoria do caos. Teoria essa que tem tudo a ver com um trabalho de peso e energia destes jovens músicos que esbanjam vigor e criatividade com o sua visão promissora do metal.