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Resenha: tributo a Edu Falaschi prestes a ser lançado, com excelente avaliação no Whiplash

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Whiplash

Por Fábio Pitombeira

Nota: 10.0/10.0

Com lançamento confirmadíssimo para o mês de junho, eis que nos foi enviado o primeiro volume do tributo aos 25 anos de carreira de Edu Falaschi, mundialmente conhecido por ter sido vocalista do ANGRA, e hoje líder consolidado do ALMAH. Fica aqui o nosso agradecimento ao pessoal da MS Metal Records pela confiança, pois não é todo dia que somos agraciados com um material produzido com tanto esmero.

Ao todo são quinze canções que passeiam por todas as fases da carreira do cantor, exceto o MITRIUM, que ficou para o segundo volume, com versão confirmada para ser registrada por Tito Falaschi. Pois bem, voltando ao foco, que é este primeiro capítulo, devo afirmar que poucas vezes ouvi um trabalho que tinha tudo pra ser heterogêneo, se conectar de forma tão natural. A qualidade das gravações das canções são muito próximas entre si, tanto que se me dissessem que foram gravadas no mesmo estúdio eu acreditaria, exceto em pouquíssimos detalhes. Outro fator importante foi à escolha do line up, mesclando tanto medalhões da nossa música, quanto bandas emergentes e que, tem neste trabalho, a chance de angariar mais e mais fãs.

A parte gráfica, totalmente concebida pelo designer da MS Metal Agency Brasil, Carlos Fides, é digna dos mais importantes lançamentos do mercado mundial. Tudo nela é relevante, principalmente por ter deixado o tom mais clean, e com todas as informações pertinentes de cada artista destacadas. Que trabalho lindo! Primoroso!

Geralmente não gosto de resenhas muito extensas, mas esta, para fazer justiça com todos os quinze artistas, preciso mesmo ser mais minucioso. Então, segue abaixo um faixa a faixa, deste que pode ser o abre alas, para novos projetos que enaltecerão os músicos brasileiros! Parabéns para todos os envolvidos.

Eve Desire – Angels Will Arise Again: Este duo de São Paulo teve a difícil missão de abrir o trabalho, com uma introdução belíssima, orquestrada, e que traz alguns momentos de “Primitive Chaos” do ALMAH e “Arising Thunder” do ANGRA. Isso me pareceu ter sido intencional aqui, por conter trechos de uma música do primeiro trabalho de Falaschi no ALMAH, mesclado ao seu último no ANGRA. Se foi essa a intenção, só nos comprova mais uma vez a riqueza de detalhes e o trabalho por trás de toda a obra.

Soulspell – Spread Your Fire: A principal Metal Opera brasileira abre o trabalho com uma das composições mais emblemáticas da fase ANGRA de Edu. Mas não é apenas isso, como cantores principais, dividindo em 50% o protagonismo, temos Tim “Ripper” Owens (ex-JUDAS PRIEST) e Ralf Scheepers (PRIMAL FEAR). A versão aqui apresentada não fugiu muito da que conhecemos em “Temple of Shadows”, mas poder ouvi-la com dois grandes ícones do Metal mundial não tem preço. Se preparem fãs do ANGRA

Melyra – Living And Drifting: As cariocas do MELYRA vêm chamando a atenção com seu EP “Catch me If You Can” no país, e eu mesmo tive a oportunidade de conferir o material de perto. A banda, apesar de nova, é muito consistente, e aqui teve a tarefa ingrata de se meter no “meio dos grandes”, para manter o pique do disco em alta no seu início. E elas conseguiram! Com muita personalidade, uma vocalista de mão cheia e muito talento, essas meninas não tomaram conhecimento do “problema” e gravaram, provavelmente, uma das melhores versões do álbum. A tônica aqui é ser mais “rocker” e ter “punch”

Nando Fernandes – Heroes of Sand: Sem palavras! INDISCUTIVELMENTE, este cara é o melhor vocalista do Metal brasileiro na atualidade. Depois de ouvir diversas vezes esta versão, eu fiquei me perguntando por horas, se o ANGRA precisava mesmo importar um músico gringo para o posto deixado por Edu. Esta faixa não é para se ouvir, e sim para se sentir. Uma atuação emocionada, digna de aplausos. Não se culpe por chegar nela, e ficar insistentemente apertando o “repeat”. Ouvi com lágrimas nos olhos, pois está tão emocional quanto a versão original.

Alefla – Golden Empire: Mais uma das novatas, mas que já vem ganhando respeito na cena brasileira, com seu álbum “End of the World”. O ALEFLA apostou em novos arranjos, sendo até o momento, a que mais ousou em caminhar um pouco “desapegada” da versão original. O trunfo aqui está no dueto de Flávia Moorey e Alexandre Nascimento, além de uma belíssima introdução e dobras de guitarra bem funcionais!

Titta Tani – Bleeding Heart: O, até então desconhecido, italiano Titta Tani registrou aqui uma das mais belas baladas do ANGRA, compostas pelo Edu. Mais orquestrada, corais muito bem aplicados, e uma interpretação consistente, vão garantir muito espaço pra este músico a partir de agora. Confesso que não esperava muita coisa, mas o cara realmente arrebentou! Muito bom!

Lethal Rising – Magic Flame: Vindos do Recife, o LETHAL RISING deu uma cara mais Progressiva para uma composição mais Power Metal do ALMAH. Além do ALEFLA, esta foi a segunda que se prestou a arriscar e o resultado ficou excelente. Muitas variações de tempo, um vocalista correto e que conhece muito bem sua voz, além de releituras de alguns temas, acabaram por revitalizar uma canção, de um estilo que já está um pouco desgastado. Certamente, um dos destaques!

Mr. Ego – The Course of Nature: Contando agora com o vocalista Andre Ferrari, o MR. EGO veio socando meu estômago, com uma versão muito mais pesada desta música de “Aurora Consurgens”. Imaginem o SYMPHONY X “coverizando” algo do ANGRA, e vocês entenderão como este híbrido inusitado deu certo! Andre, de fato, é o destaque, até porque foi um dos mais cotados para assumir os vocais do ANGRA, mas o time que está com ele fez bonito, e manteve o alto nível de complexidade imposto pela trupe de Rafael & Cia.

The Brainwash Machine – Spirit of the Air: Engraçado uma banda colombiana fazer uma versão, de uma canção, com tantos elementos brasileiros. O resultado aqui obtido é mais uma prova que a linguagem musical é de fato universal. Gravação impecável, atuações coesas e um vocalista muito esforçado, passam um sentimento de sinceridade absurdo. Ao ouvir isso aqui, você de fato percebe que os caras se doaram muito! Ganharam meu respeito, ainda que a versão tenha ficado muito próxima da original…

Heaviest & Mario Pastore – Warm Wind: O HEAVIEST chamou a atenção da cena por ser a nova empreitada do excelente Mario Pastore, mas eles são muito mais que isso. Eu, particularmente, preferiria ouvir o Mario em alguma música do ALMAH mais agressiva, moderna, mas os caras optaram por uma balada. A atuação deles, como sempre, diga-se, é estupenda, e Mario mostrou o porquê é um dos melhores vocalistas do Brasil de todos os tempos, cantando numa região mais grave do que está comumente habituado. Resultado interessante…

Valiria – Introspection: Primeira banda a arriscar algo do material do SYMBOLS. E sim, esta aqui é a terceira que mais criou em cima da versão original. Moderna, melodiosa, e com mudança drástica no andamento da canção, garantem um dos resultados mais positivos deste disco.

Frost Valley – You Gotta Stand: Os paulistas apostaram em algo mais puxado pro METALLICA, ao se enveredarem por participar desta homenagem ao Edu. Muito peso, groove e um vocalista que me remeteu um pouco ao James, da fase dos álbuns “Load” e “Reload”. O FROST VALLEY, com a sua participação, garantiu mais tempero e variedade nesta salada.

Santarem – What Can I Do: Voltamos para a década de setenta com esta bela versão do SANTAREM, para a segunda música do SYMBOLS aqui apresentada. Com uma gravação que se assemelha (e muito) ao saudoso analógico, os caras registraram uma das mais belas canções neste disco. O formato semi-acústico e um vocalista talentosíssimo, garantiram a qualidade do resultado. Sensacional.

Tchandala – Scream of People: Os sergipanos foram os que mais se entregaram, imbuídos em fazer algo realmente inusitado. Alguns podem estranhar o clima gótico, principalmente introduzido pelo vocalista Dejair Benjamim, mas se for dada a devida chance aos caras, eles realmente merecem atenção! Parabéns pela coragem e ousadia!

Aphroditte – When and Why: Encerrando o trabalho, a vocalista Winnie Farias dá um show de interpretação, garantindo muita personalidade a esta canção lado b do “Motion”. Gravação impecável e atuações de alto nível, fecham com chave de ouro o material, gerando mais expectativa ainda para o seu segundo volume.