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Resenha: “Youniverse” do Dynahead em destaque no Portal Reidjou!

https://www.msmetalagencybrasil.com/ptbr/wp-content/uploads/2012/03/capa-dynahead1.jpgResenha de CD originalmente publicada pelo Portal Reidjou!

Por Valmar Oliveira

Qualidade! Esse é o termo que define o material do DYNAHEAD. De cara nos surpreendemos com a embalagem do CD, um lindo digipack negro com uma gravura em tons de cinza, lindo! Todo material gráfico apresentado demonstra um bom gosto admirável, de autoria de Gustavo Sazes, do estúdio Abstrata. Minha única ressalva é a forma que as letras foram dispostas no encarte, pois acredito que possa atrapalhar o acompanhamento das músicas, ainda mais se o ouvinte se distrair por algum motivo.

E quanto ao som? No princípio tive dúvidas em como definir o som da banda. Não que seja ruim, muito pelo contrario, a banda é muito boa, tem um som surpreendente. O grupo mescla com muita desenvoltura elementos fortes de Thrash Metal, com Prog e Heavy Tradicional, sem no entanto essa mescla soar forçada, artificial.

O vocalista Caio Duarte tem grande desempenho nas faixas, assim como toda a banda – Pablo Vilela (guitar), Diogo Mafra (guitar), Diego Teixeira (bass) e Rafael Dantas (drums) – em alguns momentos me soou como o Death Melódico sueco. E não me sai da cabeça que alguns momentos também me remeteram aos experimentalismos do System of Down (uma faixa “Way Down Memory Lane” tem até um trecho Bossa Nova!!!)

A gravação é excelente, onde todos os elementos soam de forma cristalina, sempre transparecendo peso, aliado a melodia, ao groove e a complexidade estrutural em algumas faixas. A primeira audição, a banda pode soar estranha, mas com calma percebe-se que os músicos estão destilando suas influências sem se preocupar em serem previsíveis.

É uma banda que demanda várias audições para se compreender e apreciar a música. Além disso, o ouvinte precisa ter mente aberta, e não procurar se prender a valores musicais mais tradicionais. Deve-se apreciar o conjunto pelo que ele mostra, com toda sua variedade musical e rítmica.

Da primeira faixa “Ylem”, passando pela brutalidade aliada ao extremamente lado progressivo de “Inception” (genial!), até uma faixa mais tradicional como “Unripe One” (com um ótimo solo a partir dos 2:34), “Circles” (com um início e um final semi-acustico), “My Replicator” (me lembrando de leve e de longe uma certa pegada Meshuggah) e encerrando com a pesada “Onset”, a banda transborda personalidade.

Ouça, mas ouça atentamente, como deve na verdade ser feito com toda boa música!