{"id":59229,"date":"2024-03-14T17:03:52","date_gmt":"2024-03-14T17:03:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=59229"},"modified":"2024-03-14T17:03:52","modified_gmt":"2024-03-14T17:03:52","slug":"resenha-debut-album-da-macumbazilla-em-destaque-no-site-internacional-ever-metal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-debut-album-da-macumbazilla-em-destaque-no-site-internacional-ever-metal\/","title":{"rendered":"Resenha: debut \u00e1lbum da Macumbazilla em destaque no site internacional Ever Metal"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-58672 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art-700x700.png\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art-700x700.png 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art-600x600.png 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art-768x768.png 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art-1536x1536.png 1536w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MACUMBAZILLA-at-a-crossroads-cover-art.png 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Ever Metal<\/p>\n<p>Por Ever Metal Team<\/p>\n<p>Nota: 08.5\/10.0<\/p>\n<p>Muitas vezes me pego pensando sobre o que nos leva a nos envolver com o <em>Heavy Metal<\/em>, principalmente aqueles de n\u00f3s que fazemos parte de uma banda ou da imprensa (revistas e webzines). No Brasil, ambas as atividades demandam muito tempo que dever\u00edamos estar usando para ganhar dinheiro para viver e se voc\u00ea est\u00e1 em uma banda, com certeza voc\u00ea est\u00e1 perdendo tempo e dinheiro juntos constantemente. Sem mencionar todos os muitos idiotas que \u00e0s vezes temos que enfrentar ao longo do caminho. Claro, h\u00e1 muitas coisas boas que nos motivam a ser loucos o suficiente para continuar trabalhando nisso e a amizade e as pessoas leais que encontramos neste caminho s\u00e3o uma grande parte de todos os motivos que nos fazem seguir em frente.<\/p>\n<p>Dentro deste ambiente complexo, n\u00e3o \u00e9 incomum ver bandas gastando anos trabalhando para lan\u00e7ar um \u00e1lbum novo ou de estreia. Para a <strong>MACUMBAZILLA<\/strong>, decorreram entre 6 ou 7 anos entre o primeiro EP e este \u00e1lbum e apesar de n\u00e3o ter uma orienta\u00e7\u00e3o comercial, \u00e9 fant\u00e1stico em termos de maturidade das composi\u00e7\u00f5es oferecidas. Ali\u00e1s, esse \u00e9 um material que nem parece o primeiro \u00e1lbum de uma banda.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea parar para ouvi-los, talvez voc\u00ea tenha uma primeira impress\u00e3o de que eles s\u00e3o uma banda de <em>Thrash Metal<\/em> muito voltada para o <strong>Metallica<\/strong>. OK, voc\u00ea tem raz\u00e3o quanto \u00e0 influ\u00eancia dos mestres do <em>Thrash<\/em>, principalmente pela voz de Andr\u00e9 Nisgoski, que tem um timbre vocal bastante parecido, mas musicalmente vai muito al\u00e9m. A banda mistura v\u00e1rios g\u00eaneros e todos eles receberam uma dose extra de peso para completar. Imagine um grupo livre para combinar influ\u00eancias de<em> Stoner<\/em>, <em>Rock N\u2019 Roll<\/em>, <em>Heavy Metal<\/em> e <em>Blues<\/em>, mas combinados sob alguns arranjos bem pesados que mant\u00eam a palavra <em>Metal<\/em> em primeiro lugar.<\/p>\n<p>Deixe-me exemplificar. A m\u00fasica <em>&#8220;Zombie&#8221;<\/em> tem trabalho de guitarra do Andr\u00e9 que me lembra um pouco o <strong>Black Sabbath<\/strong>; a m\u00fasica <em>&#8220;Feeling&#8221;<\/em> traz um estilo antigo do<em> Judas Priest<\/em> em sua introdu\u00e7\u00e3o. A faixa <em>&#8220;Blondie Phantom&#8221;<\/em> tem um arranjo interessante desde o in\u00edcio e facilmente pode fazer voc\u00ea pensar que est\u00e1 ouvindo uma banda de<em> Black Metal<\/em> apenas pelo som da guitarra. O que \u00e9 mais intrigante para mim nesta faixa \u00e9 como Andr\u00e9 se aprofunda no estilo vocal de Danzig \u2013 uma grande mudan\u00e7a de estilo ap\u00f3s aquela introdu\u00e7\u00e3o. Agora pense em todos os estilos acima e n\u00e3o se esque\u00e7a daquela camada extra de peso que mencionei, e talvez isso lhe d\u00ea uma ideia de como \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o dessa banda.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea pensou que havia uma grande refer\u00eancia ao <em>Blues<\/em> baseada no t\u00edtulo do \u00e1lbum, ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 certo. A arte da capa n\u00e3o apenas se conecta \u00e0 hist\u00f3ria do m\u00fasico de <em>Blues<\/em> Robert Johnson e seu hist\u00f3rico pacto com o diabo em uma encruzilhada. Todo pacto demon\u00edaco na hist\u00f3ria da cultura popular termina com c\u00e3es infernais vindo para arrastar sua alma para o inferno, e adivinhe \u2013 temos uma faixa chamada<em> &#8220;Hellhounds&#8221;<\/em> bem aqui (completa com uma \u00f3tima parte de gaita de <em>Blues<\/em>, a prop\u00f3sito).<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o assunto principal do \u00e1lbum, mas tamb\u00e9m tem uma m\u00fasica incr\u00edvel aqui que s\u00f3 fala sobre sair com sua cerveja no Single <em>&#8220;Leave my Beer Alone&#8221;<\/em>. E se voc\u00ea est\u00e1 perguntando onde est\u00e1 a influ\u00eancia do <em>Thrash Metal<\/em>, como eu disse antes, basta ir at\u00e9 a m\u00fasica <em>&#8220;Slow&#8221;<\/em> e a\u00ed est\u00e1.<\/p>\n<p>O trabalho de baixo de Carlos \u201cPiu\u201d Schner ajuda nessa versatilidade, considerando que s\u00f3 h\u00e1 uma guitarra na banda, e d\u00e1 para perceber o \u00f3timo trabalho que ele faz em <em>&#8220;Ladies from Mars&#8221;<\/em>, usando alguns efeitos de pedal em seu baixo. N\u00e3o esque\u00e7amos o bom trabalho de bateria de J\u00falio Goss (em particular os interessantes <em>drum fills<\/em> em <em>&#8220;Blondie Phantom&#8221;<\/em>), que me deixaram positivo quanto \u00e0 sinergia desta banda.<\/p>\n<p>Sinergia e versatilidade s\u00e3o as palavras-chave que definem <em>\u201c\u2026 At a Crossroads\u201d<\/em>. Quando ou\u00e7o a linda faixa de encerramento <em>&#8220;Morningstar&#8221;<\/em>, s\u00f3 tenho a dizer parab\u00e9ns pela persist\u00eancia e por todo trabalho necess\u00e1rio para atingir esse n\u00edvel de entrega. Embora eu tenha certeza que <strong>MACUMBAZILLA<\/strong> n\u00e3o fez nenhum pacto com o diabo, porque j\u00e1 vivemos num inferno chamado Brasil, ent\u00e3o vamos beber, festejar e bater a cabe\u00e7a ouvindo <strong>MACUMBAZILLA<\/strong>, para esquecermos toda a dor! Sa\u00fade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Ever Metal Por Ever Metal Team Nota: 08.5\/10.0 Muitas vezes me pego pensando sobre o que nos leva a nos envolver com o Heavy Metal, principalmente aqueles de n\u00f3s que fazemos parte de uma banda ou da imprensa (revistas e webzines). 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