{"id":61018,"date":"2024-04-26T14:54:40","date_gmt":"2024-04-26T14:54:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=61018"},"modified":"2025-04-01T14:55:55","modified_gmt":"2025-04-01T14:55:55","slug":"resenha-summer-breeze-brasil-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-summer-breeze-brasil-2024\/","title":{"rendered":"Resenha: Summer Breeze Brasil 2024"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-818 alignleft\" src=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/summer-breeze-18-353x500.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"500\" \/>Artista: V\u00e1rios<br \/>\nEvento: Summer Breeze Brasil<br \/>\nCidade\/Estado\/Pa\u00eds: S\u00e3o Paulo \u2013 Brasil<br \/>\nLocal: Memorial da Am\u00e9rica Latina<br \/>\nData: 26 de Abril<br \/>\nAno: 2024<br \/>\nProdutora: Consulado do Rock &amp; Parceiros<\/p>\n<p>\u00c9 com muito orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o que iniciaremos, a partir de agora, a maior cobertura do portal da MS METAL AGENCY BRASIL at\u00e9 ent\u00e3o. Estou me referindo ao que, provavelmente, \u00e9 o maior e melhor festival dedicado ao <em>Heavy Metal<\/em> e <em>Hard Rock<\/em> que o pa\u00eds j\u00e1 teve, o Summer Breeze Brasil. Partindo deste ponto, preparamos um material que condiz com a import\u00e2ncia e o tamanho do referido acontecimento, com textos que englobar\u00e3o, al\u00e9m dos shows, obviamente, extras que ter\u00e3o como enfoque a sua estrutura, log\u00edstica e demais temas pertinentes.<\/p>\n<p>Toda a nossa equipe chegou no dia 24 de abril em S\u00e3o Paulo, para montar uma base no tradicional bairro Vergueiro. Chegar dois dias antes do festival foi de suma import\u00e2ncia para alinharmos diversas estrat\u00e9gias para a sua cobertura, tendo em vista que, s\u00f3 no primeiro compromisso estar\u00edamos diante de vinte bandas, de v\u00e1rias partes do mundo.<\/p>\n<p>A responsabilidade era enorme, mas acredito que todos os envolvidos deram conta do recado muito bem, al\u00e9m de serem presenteados com um belo show do mestre Jeff Scott Soto (Solo, <strong>Sons of Apollo<\/strong>, <strong>Talisman<\/strong>, ex-<strong>Yingwie Malmsteen<\/strong> e muitos outros), em tributo ao <strong>Queen<\/strong>. O evento aconteceu na noite de 24 de abril, no Manifesto Bar, contando ainda com as participa\u00e7\u00f5es dos m\u00fasicos da <strong>Spektra<\/strong>, al\u00e9m dos vocalistas Nando Fernandes (<strong>Sinistra<\/strong>, ex-<strong>Hangar<\/strong>), Elvis Balboa (<strong>Queen Tribute<\/strong>) e do croata Dino Jelusick (Solo, <strong>Whom Gods Destroy<\/strong>). Experi\u00eancia m\u00e1gica e que tamb\u00e9m rendeu uma bela cobertura neste mesmo portal.<\/p>\n<p>Voltando ao Summer Breeze, chegamos ao Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas duas horas antes da abertura oficial dos port\u00f5es, para o credenciamento. O processo se deu de maneira muito r\u00e1pida, pr\u00e1tica e extremamente eficiente. N\u00e3o nego que essa era uma das minhas preocupa\u00e7\u00f5es, pois qualquer burocracia a mais, que nos levasse a gastar mais tempo que o toler\u00e1vel, perder\u00edamos o show dos suecos do <strong>Nestor<\/strong>. Felizmente, isso n\u00e3o aconteceu, e meia hora antes das onze da manh\u00e3, j\u00e1 est\u00e1vamos todos transitando pela \u00e1rea comum do festival.<\/p>\n<p>Para a log\u00edstica dos shows funcionar, se fazia necess\u00e1ria uma pontualidade quase que brit\u00e2nica, com rela\u00e7\u00e3o ao in\u00edcio e t\u00e9rmino dos shows, nos quatro palcos distribu\u00eddos de maneira que as atividades de cada um deles, n\u00e3o comprometessem ou interferissem nos demais. Desta forma, t\u00ednhamos os palcos principais, batizados de Hot Stage e Ice Stage, com apresenta\u00e7\u00f5es intercaladas, al\u00e9m do secund\u00e1rio Sun Stage e do menorzinho Waves Stage, que foi predominantemente tomado por artistas nacionais.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos apenas cerca de trinta minutos para dar uma volta r\u00e1pida por todo o local, antes do show do <strong>Nestor<\/strong>, e assim o fizemos. Fomos primeiramente no Lounge, espa\u00e7o destinado para os f\u00e3s com ingressos <em>premium<\/em>. Se voc\u00ea tiver dinheiro, afirmo que \u00e9 um investimento que vale muito a pena. O local privativo conta com um sal\u00e3o climatizado enorme, al\u00e9m de uma \u00e1rea externa arborizada muito agrad\u00e1vel, que meio que passa a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos em uma esp\u00e9cie de <em>camping<\/em>. Acrescente a\u00ed tamb\u00e9m alimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade, incluindo caf\u00e9 da manh\u00e3, v\u00e1rios tipos de bebidas, \u00e1rea exclusiva pr\u00f3xima dos palcos principais e toda comodidade que nos \u00e9 de direito. Reitero, se tiver como investir neste pacote nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es, fa\u00e7a sem medo de ser feliz.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a breve <em>tour<\/em> no Lounge, fomos ver as estruturas dos palcos e demos uma olhada na \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o e os <em>stands<\/em> de <em>merchandising<\/em>. Tudo muito bem organizado, distribu\u00eddo, para atender aos f\u00e3s da melhor maneira poss\u00edvel, com certa dist\u00e2ncia dos palcos, onde certamente teria mais aglomera\u00e7\u00f5es. A \u201cpra\u00e7a\u201d de alimenta\u00e7\u00e3o contava com os mais diversos tipos de <em>fast foods<\/em>, com os pre\u00e7os salgados bastante comuns em empreitadas do g\u00eanero. A mesma coisa pode-se dizer dos produtos oficiais das bandas, comercializados em um <em>stand<\/em> enorme e que me fez gastar muito do meu suado dinheiro. Camisetas exclusivas lindas, com estampas de encher os olhos e de levar o f\u00e3 mais emocionado \u00e0s l\u00e1grimas. Foi dentro deste contexto que comprei v\u00e1rias delas, sendo as que me veem \u00e0 mente agora: <strong>Nestor<\/strong>, <strong>Mercyful Fate<\/strong> e <strong>Dark Tranquillity<\/strong>, al\u00e9m do \u00e1lbum <em>\u201cBloodlines\u201d<\/em> do <strong>Tygers of Pan Tang<\/strong>, autografado pela banda. Se voc\u00ea n\u00e3o tem grana sobrando e n\u00e3o quer passar raiva, nem queira visitar este recinto.<\/p>\n<p>Antes de rumarmos para o Ice Stage, local onde o <strong>Nestor<\/strong> j\u00e1 iria dar o pontap\u00e9 inicial na maratona musical \u00e0s 11 da matina, ainda deu tempo de visitarmos a \u00e1rea onde aconteceu as sess\u00f5es de aut\u00f3grafos, com confirma\u00e7\u00f5es de peso para este primeiro dia, como <strong>Edu Falaschi<\/strong>, <strong>Tygers of Pan Tang<\/strong>, <strong>Nestor<\/strong>, <strong>Flotsam &amp; Jetsam<\/strong>, <strong>Gene Simmons<\/strong>, <strong>Sebastian Bach<\/strong> e fechando com a \u00f3tima <strong>Black Stone Cherry<\/strong>. Infelizmente n\u00e3o usufru\u00edmos deste benef\u00edcio, porque perder tempo nas filas significava perder shows, e este tipo de abdica\u00e7\u00e3o se fez necess\u00e1ria para a prioriza\u00e7\u00e3o das apresenta\u00e7\u00f5es, como j\u00e1 mencionado, distribu\u00eddas nos quatro palcos.<\/p>\n<p>Com um sol devastador j\u00e1 castigando bastante, rumamos para o Ice Stage e conseguimos nos posicionar bem na frente do palco, para acompanhar o <em>Hard Rock AOR<\/em> do <strong>Nestor<\/strong>. Com um \u00e1lbum muito bem sucedido, <em>\u201cKids in a Ghost Town\u201d<\/em> (2021) conquistou diversos mercados e, pela repercuss\u00e3o que eu vi em uma sexta-feira, com diversos f\u00e3s cantando todas as m\u00fasicas do seu <em>set<\/em>, a banda j\u00e1 pode incluir o Brasil como passagem obrigat\u00f3ria em futuras turn\u00eas. Foi lindo ver o vocalista Tobias Gustavsson impressionado com a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico brasileiro, e se mostrou muito surpreso por muitos saberem todas as letras de m\u00fasicas como <em>\u201cOn the Run\u201d<\/em>, <em>\u201cKids in a Ghost Town\u201d<\/em>, <em>\u201cThese Days\u201d<\/em> e at\u00e9 mesmo do novo Single <em>\u201cVictorious\u201d<\/em>, que far\u00e1 parte do seu segundo \u00e1lbum <em>\u201cTeenage Rebel\u201d<\/em> (2024).<\/p>\n<p>Ao anunciar <em>\u201cPerfect 10 (Eyes Like Demi Moore)\u201d<\/em>, Gustavsson provocou o p\u00fablico perguntando-o se tinha algu\u00e9m apaixonado na plateia, arrancando risos de muitos ali presentes. Certamente este<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-822 alignright\" src=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Nestor-e1736721605314-500x316.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" srcset=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Nestor-e1736721605314-500x316.jpg 500w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Nestor-e1736721605314-1024x646.jpg 1024w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Nestor-e1736721605314-768x485.jpg 768w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Nestor-e1736721605314-1536x970.jpg 1536w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Nestor-e1736721605314.jpg 1774w\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"316\" \/> foi um dos momentos mais divertidos at\u00e9 ent\u00e3o, al\u00e9m da execu\u00e7\u00e3o da cl\u00e1ssica <em>\u201c1989\u201d<\/em> e do maravilhoso cover de <em>\u201cI Wanna Dance With Somebody\u201d<\/em>, da saudosa Whitney Houston e que ficou excelente ao vivo, fechando assim a primeira passagem do <strong>Nestor<\/strong> por terras brasileiras!<\/p>\n<p>No Sun Stage, simultaneamente ao <strong>Nestor<\/strong>, estava se apresentando o <strong>Cultura Tr\u00eas<\/strong>, que \u00e9 o novo projeto do baixista do <strong>Sepultura<\/strong> Paulo Xisto. Infelizmente, para podermos acompanhar os suecos, que eram uma das nossas maiores prioridades, tivemos que abrir m\u00e3o de assistir os caras. Soubemos que arrastaram um bom p\u00fablico, e os coment\u00e1rios foram pra l\u00e1 de positivos, mas ficaremos devendo dar as nossas impress\u00f5es aqui.<\/p>\n<p>Enquanto os brasileiros do <strong>Clash Bulldog\u2019s<\/strong> estreavam os trabalhos no Waves Stage, partimos para o Hot Stage para prestigiar a<strong> Flotsam &amp; Jetsam<\/strong>, que \u00e9 mundialmente conhecida por ter sido a banda que revelou o ex-baixista do <strong>Metallica<\/strong> Jason Newsted. Confesso que nunca dei muita bola para esses m\u00fasicos, mas eu estava muito curioso para saber se depois de tantos anos ativo, o grupo ainda conseguiria empolgar.<\/p>\n<p>Em pleno processo de promo\u00e7\u00e3o de <em>\u201cBlood in the Water\u201d<\/em> (2021), seu \u00faltimo \u00e1lbum, os norte-americanos ignoraram o calor intenso e despejaram nos f\u00e3s, v\u00e1rios cl\u00e1ssicos da sua longeva carreira, privilegiando os seus tr\u00eas primeiros discos \u2013 <em>\u201cDoomsday for the Deceiver\u201d<\/em> (1986), <em>\u201cNo Place for Disgrace\u201d<\/em> (1988) e <em>\u201cWhen the Storm Comes Down\u201d<\/em> (1990). Foi a partir da\u00ed que o <em>Thrash Metal<\/em>, com pitadas de <em>Power Metal<\/em>, serviu de combust\u00edvel para que o calor intenso fosse superado por todos que ali estavam.<\/p>\n<p><em>\u201cHammerhead\u201d<\/em>, <em>\u201cDesecrator\u201d<\/em> e <em>\u201cDreams of Death\u201d<\/em> abriram o<em> set<\/em> fazendo o deleite dos mais saudosos, e que acompanham a trajet\u00f3ria da banda desde os prim\u00f3rdios dos anos 80. O vocalista Eric A.K., no alto dos seus 59 anos, conduziu muito bem os seus companheiros <em>on stage<\/em>, garantindo que a audi\u00eancia permanecesse sempre conectada ao que era apresentado. E foi dentro deste panorama que fomos introduzidos \u00e0 nova <em>\u201cIron Maiden\u201d<\/em>, que nada mais \u00e9 do que uma sincera homenagem aos ingleses da <strong>Donzela de Ferro<\/strong>. Certamente essa n\u00e3o faltar\u00e1 em mais nenhuma apari\u00e7\u00e3o destes senhores pelo mundo a fora.<\/p>\n<p>O sol intenso continuava a nos dilacerar, quando nos aproximamos do final do <em>show<\/em> com <em>\u201cSuffer the Masses\u201d<\/em>, que teve muita intera\u00e7\u00e3o dos presentes, incluindo este que vos escreve. <em>\u201cI Live You Die\u201d<\/em> e <em>\u201cNo Place for Disgrace\u201d<\/em> serviram como o encerramento mais providencial poss\u00edvel. A <strong>Flotsam &amp; Jetsam<\/strong> pode se orgulhar, porque a sua primeira passagem pelo Brasil, ap\u00f3s mais de quarenta anos, causou uma impress\u00e3o extremamente positiva.<\/p>\n<p>Enquanto <strong>Edu Falaschi<\/strong> e o seu <em>Power Metal Mel\u00f3dico<\/em>, baseado na sua passagem pelo <strong>Angra<\/strong>, davam os seus primeiros sinais de vida no Ice Stage, preferimos rumar para o Sun Stage para acompanharmos a nova forma\u00e7\u00e3o do <strong>Dr. Sin<\/strong>. Apesar do grande p\u00fablico que estava optando pela banda solo de<strong> Falaschi<\/strong>, fizemos esta escolha diferente da \u00f3bvia, por j\u00e1 termos comparecido a varias datas da <em>\u201cVera Cruz Tour\u201d<\/em> em 2023. Preferimos buscar a imprevisibilidade, e n\u00e3o nos decepcionamos.<\/p>\n<p>Agora contando com o guitarrista Thiago Melo em suas fileiras, os irm\u00e3os Busic trouxeram seu competente <em>Hard Rock<\/em> para o Summer Brezze Brasil \u00e0s 13h. Preciso novamente lembrar que o sol estava agindo contra n\u00f3s?! N\u00e3o, n\u00e9?! E foi neste clima de desidrata\u00e7\u00e3o constante que pudemos conferir o principal nome brasileiro, quando o assunto \u00e9 <em>Hard Rock<\/em>. Nas primeiras can\u00e7\u00f5es, a equaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ajudou, com o bumbo da bateria alto demais, comprometendo as \u00f3timas <em>\u201cLady Lust\u201d<\/em> e <em>\u201cDown in the Trenches\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Na in\u00e9dita<em> \u201cOnly the Strong Survive\u201d<\/em> o som j\u00e1 estava melhor e, vale lembrar que o videoclipe desta estava sendo filmado no evento, para seu posterior lan\u00e7amento. Hist\u00f3rico! O trio seguiu revisitando a sua discografia, com algumas unanimidades entre os seus f\u00e3s, <em>\u201cTime After Time\u201d<\/em>, <em>\u201cSometimes\u201d<\/em>, <em>\u201cFly Away\u201d<\/em> e a imprescind\u00edvel <em>\u201cFire\u201d<\/em> que representou a nossa realidade escaldante naquele momento. Finalizaram com <em>\u201cEmotional Catastrophe\u201d <\/em>e aqui vale mencionar que senti apenas falta de <em>\u201cFutebol, Mulher e Rock N\u2019 Roll\u201d<\/em>, mas nada que depreciasse o clima festivo ali instaurado com a performance dos paulistas.<\/p>\n<p>Durante o <em>set<\/em> do <strong>Dr. Sin<\/strong> acabamos perdendo a <strong>Alchemia<\/strong> no Waves Stage, com a sua mescla inusitada de <em>Shock\/Horror Rock<\/em>, <em>Gothic<\/em> e <em>Black Metal<\/em>. Esta foi uma perda muito sentida, mas j\u00e1 est\u00e1vamos no caminho do Hot Stage para acompanharmos metade do <em>set<\/em> da <strong>Black Stone Cherry<\/strong>, j\u00e1 que no mesmo hor\u00e1rio, \u00e0s 14h30, no Sun Stage o <strong>Tygers of Pan Tang<\/strong> daria o ar da gra\u00e7a com o seu som calcado na <em>NWOBHM<\/em>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-827 alignleft\" src=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Black-Stone-Cherry-500x333.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" srcset=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Black-Stone-Cherry-500x333.jpg 500w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Black-Stone-Cherry-768x512.jpg 768w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Black-Stone-Cherry.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" \/>Apesar de uma presen\u00e7a de palco en\u00e9rgica e oito \u00e1lbuns, muito bem recebidos por imprensa e f\u00e3s ao redor do mundo, o <em>Alternative Rock<\/em> do <strong>Black Stone Cherry <\/strong>n\u00e3o me pegou. Os caras em cena cumprem muito bem o seu papel de entreter, mas o som definitivamente n\u00e3o \u00e9 para mim. Acredito que o p\u00fablico alvo seja o adolescente, tendo em vista a molecada que estava bem pr\u00f3xima ao palco, acompanhando cada detalhe do que era despejado.<\/p>\n<p>Aliado ao fato de n\u00e3o conhecer qualquer m\u00fasica que estava sendo apresentada, os estadunidenses tiveram v\u00e1rios contratempos tamb\u00e9m. Desde problemas no cabo e na correia do baixista Steve Jewell Jr., at\u00e9 a necessidade de trocar a caixa do baterista John Fred Young. Isso ajudou na minha desconex\u00e3o, contudo, <em>\u201cNervous\u201d<\/em> e <em>\u201cWhen the Pain Comes\u201d<\/em> extra\u00eddas do trabalho mais recente, <em>\u201cScreamin\u2019 at the Sky\u201d<\/em> (2023), foram dois dos destaques. Ap\u00f3s <em>\u201cWhen the Pain Comes\u201d<\/em>, fomos obrigados a abandonar os americanos e sa\u00edmos correndo para pegar a segunda metade do <em>set<\/em> do <strong>Tygers of Pan Tang.<\/strong><\/p>\n<p>Quando chegamos ao Sun Stage, um excelente p\u00fablico estava l\u00e1 para conferir os ingleses e o seu <em>Heavy Metal Tradicional<\/em>. O \u00e1lbum da vez era o<em> \u201cBloodlines\u201d<\/em> (2023) que foi muito bem representado pela \u00f3tima <em>\u201cFire on the Horizon\u201d<\/em>, atreladas \u00e0s composi\u00e7\u00f5es mais atuais e cl\u00e1ssicas como <em>\u201cGangland\u201d<\/em> de <em>\u201cSpellbound\u201d<\/em> (1981) e <em>\u201cLove Don\u2019t Say\u201d<\/em> de <em>\u201cCrazy Nights\u201d<\/em> (1981). Legal tamb\u00e9m \u00e9 poder ver o guitarrista Robb Weir, l\u00edder e \u00fanico remanescente da primeira forma\u00e7\u00e3o atuando. Ao lado do coroa, o n\u00e3o menos importante vocalista Jacopo \u201cJack\u201d Meille que, apesar de vacilante em alguns momentos, entregou uma atua\u00e7\u00e3o digna dos seus antecessores, se comunicando muito com os f\u00e3s.<\/p>\n<p>Os trabalhos do <strong>Tygers of Pan Tang<\/strong> foram encerrados com a providencial homenagem \u00e0 veterana<strong> The Clovers<\/strong>, com <em>\u201cLove Potion No. 9\u201d<\/em>, presente em <em>\u201cThe Cage\u201d<\/em> (1982). Com a sa\u00edda da turma de Weir, fomos informados que os brasileiros do<strong> Eletric Mob<\/strong> arrastaram um bom p\u00fablico para o Waves Stage, com o seu<em> Hard Rock<\/em> melodioso e cativante. Contudo, perdemos essa oportunidade, por estarmos ocupados com <strong>Black Stone Cherry <\/strong>e <strong>Tygers of Pan Tang<\/strong>. Uma pena, mas infelizmente precisamos priorizar alguns artistas em detrimento de outros, com hor\u00e1rios de shows chocando o tempo todo.<\/p>\n<p>Com o <strong>Exodus<\/strong> no Ice Stage, <strong>Massacration<\/strong> no Sun Stage e <strong>Zumbis do Espa\u00e7o<\/strong> no Waves Stage rigorosamente nos mesmos hor\u00e1rios, optamos por conferir os norte-americanos na \u00edntegra, em detrimento das duas brasileiras, as quais j\u00e1 presenciamos em outras situa\u00e7\u00f5es menos complexas que esta. Desta forma, nos posicionamos bem em frente ao palco, bem em frente ao guitarrista Gary Holt (<strong>Slayer<\/strong>), para sermos inundados com o melhor do <em>Thrash Bay Area<\/em> escalado para o festival.<\/p>\n<p>N\u00f3s entendemos que a escala\u00e7\u00e3o do vocalista Steve \u201cZetro\u201d Souza no lugar de Rob Dukes, causou muito desconforto entre os f\u00e3s. Tamb\u00e9m entendemos que Steve j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo, tanto em performance quanto em c\u00eanica, mas n\u00e3o tem como falar mal do show do <strong>Exodus<\/strong>. Como est\u00e1vamos bem na frente, alguns dos problemas de som, como ocorrido na guitarra de Gary Holt, n\u00e3o nos foram percept\u00edveis pois pegamos mais o que saia das caixas de retorno. Dito isto, poder acompanhar muito de perto m\u00fasicas como <em>\u201cBonded By Blood\u201d<\/em>, <em>\u201cPiranha\u201d<\/em>, <em>\u201cA Lesson in Violence\u201d<\/em> e <em>\u201cFabulous Disaster\u201d<\/em> foi uma experi\u00eancia \u00fanica e, na nossa humilde opini\u00e3o, uma das melhores do primeiro dia inteiro.<\/p>\n<p><em>\u201cPrescribing Horror\u201d<\/em> e <em>\u201cThe Beatings Will Continue (Until Morale Improves)\u201d<\/em> foram outros destaques, do recente <em>\u201cPersona non Grata\u201d<\/em> (2021) e que ajudaram a mesclar o repert\u00f3rio, com a enxurrada de cl\u00e1ssicos que se seguiu. <em>\u201cStrike of the Beast\u201d<\/em> serviu como o encerramento com uma enorme roda de f\u00e3s se digladiando, jogando poeira suor e sangue para o ar. Realmente lindo de ver, como uma forma\u00e7\u00e3o antiga consegue ainda ser relevante em pleno 2024. Fica aqui o nosso agradecimento ao g\u00eanio Gary Holt, por manter a chama do <strong>Exodus<\/strong> viva, mesmo com a sua entrada no <strong>Slayer<\/strong> anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Com a sa\u00edda do <strong>Exodus<\/strong> do Ice Stage, prontamente fomos nos posicionar no palco ao lado, Sun Stage, para esperarmos a eterna voz do <strong>Skid Row<\/strong>, Sebastian Bach, com a sua banda solo. Contudo, as<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-829 alignright\" src=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Sebastian-Bach-500x334.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" srcset=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Sebastian-Bach-500x334.webp 500w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Sebastian-Bach-1024x684.webp 1024w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Sebastian-Bach-768x513.webp 768w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Sebastian-Bach-1536x1025.webp 1536w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Sebastian-Bach.webp 2048w\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" \/> nossas expectativas estavam l\u00e1 no ch\u00e3o, tendo em vista que vimos h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s um p\u00e9ssimo show do cara no Rock in Rio 2013. Ele simplesmente n\u00e3o conseguia cantar, abusando dos <em>drives<\/em> e literalmente destruindo cl\u00e1ssicos absolutos do <em>Hard Rock<\/em>, que o catapultaram para o estrelado ao lado de Axl Rose e o seu <strong>Guns N\u2019 Roses<\/strong>.<\/p>\n<p>Mesmo que muito temerosos, l\u00e1 est\u00e1vamos n\u00f3s torcendo por Sebastian, para que ele pudesse entregar algo de qualidade para os seus fieis f\u00e3s brasileiros. E n\u00e3o \u00e9 que entregou?! Bem diferente do que vimos em 2013, sua voz estava encorpada, firme, demonstrando muita sa\u00fade. Obviamente que ele n\u00e3o tem mais dezoito anos de idade, portanto n\u00e3o estava alcan\u00e7ando mais algumas notas altas! Entendendo isto, foi com este sentimento de al\u00edvio que presenciamos uma apresenta\u00e7\u00e3o escorada nos seus melhores momentos no <strong>Skid Row<\/strong>. Ent\u00e3o, j\u00e1 estava na cara que ter\u00edamos as sempre lembradas <em>\u201c18 and Life\u201d<\/em>, <em>\u201cSlave to the Grind\u201d<\/em>, <em>\u201cWasted Time\u201d<\/em>, <em>\u201cI Remember You\u201d<\/em> e o <em>grand finale<\/em> com <em>\u201cYouth Gone Wild\u201d<\/em> com todos os presentes pulando junto com o cantor.<\/p>\n<p><em>\u201cWhat Do I Got to Lose?\u201d<\/em> (composta em parceria com o tamb\u00e9m vocalista Myles Kennedy; <strong>Alter Bridge<\/strong>, <strong>Slash<\/strong>) e <em>\u201cEverybody Bleeds\u201d<\/em> do seu vindouro <em>\u201cChild Within the Man\u201d<\/em> (2024) foram bem recebidas, apesar do tal ineditismo. J\u00e1 <em>\u201cTom Sawyer\u201d<\/em> do <strong>Rush<\/strong> trouxe aquele ar de incredulidade e que deixou todos de queixo ca\u00eddo, mesmo n\u00e3o tendo sido executada na \u00edntegra. Felizmente Sebastian estava em uma tarde muito inspirada, levando os mais entusiasmados \u00e0s l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>Naquela altura a intensidade dos palcos era tamanha, que acabamos por perder os equatorianos da <strong>Minipony<\/strong>, que apresentavam o seu <em>Modern Metal<\/em> no Waves Stage. A escolha da vez ent\u00e3o foi nos posicionarmos em um local estrat\u00e9gico, que nos permitisse migrar dos palcos Ice Stage e Sun Stage com maior facilidade, j\u00e1 que pegar\u00edamos metade de cada repert\u00f3rio do<strong> Mr. Big<\/strong> e <strong>The 69 Eyes<\/strong>, respectivamente. E assim foi feito\u2026<\/p>\n<p>Como sou um tanto quanto leigo quando falamos em <strong>Mr. Big<\/strong>, meu maior desejo ao v\u00ea-la em cena foi conferir a balada <em>\u201cTo Be With You\u201d<\/em>, al\u00e9m dos indefect\u00edveis Paul Gilbert (guitarrista) e Billy Sheehan (baixista) em a\u00e7\u00e3o. Por favor, n\u00e3o quero ser desrespeitoso, at\u00e9 porque eu entendo e respeito muito a hist\u00f3ria do <strong>Mr. Big<\/strong>, e n\u00e3o foi por acaso que a banda foi uma das<em> headliners<\/em> da primeira noite, com todas as honras. Mas este que vos escreve, de fato, conhece muito pouco da sua trajet\u00f3ria, excetuando-se as can\u00e7\u00f5es radiof\u00f4nicas atemporais.<\/p>\n<p>Foi dentro desta realidade que acompanhamos metade do show, que teve como atrativo principal a execu\u00e7\u00e3o na \u00edntegra do seu \u00e1lbum de maior sucesso,<em> \u201cLean Into it\u201d<\/em> (1991), antes de rumarmos para o Sun Stage a ponto de pegar algo do <strong>The 69 Eyes<\/strong>, que estava se apresentando naquele mesmo hor\u00e1rio. Voltando ao <strong>Mr. Big<\/strong>, outro ponto alto foi poder conferir o qu\u00e3o bem est\u00e1 o vocalista Eric Martin. O cara, no alto dos seus sessenta e quatro anos, ainda consegue entreter uma audi\u00eancia, com um timbre lindo e uma maneira de cantar, perfeitamente readequada para a sua atual idade. Neste ponto, <em>\u201cAlive and Kickin\u2019\u201d<\/em> e<em> \u201cGreen-Tinted Sixties Mind\u201d<\/em> acabaram por ser os destaques, com boa parte do p\u00fablico cantando em un\u00edssono todas as can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes de migrarmos para o Sun Stage, fomos informados que esta turn\u00ea do <strong>Mr. Big<\/strong> ser\u00e1 a sua \u00faltima antes da aposentadoria. Uma pena, porque pelo que foi mostrado no Summer Breeze, esta forma\u00e7\u00e3o teria pelo menos mais dez anos \u00e0 frente, facilmente. Mas ser\u00e1 a \u00faltima mesmo?! Aguardemos bem atentos o desenrolar dos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos\u2026<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-831 alignleft\" src=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/The-69-Eyes-500x334.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" srcset=\"https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/The-69-Eyes-500x334.jpg 500w, https:\/\/ghostwritermagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/The-69-Eyes.jpg 700w\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" \/>Ofegantes ap\u00f3s o translado para o Sun Stage, nos deparamos com o <strong>The 69 Eyes<\/strong> no palco sem o seu vocalista, e assim permanecemos por mais de dez minutos. Ao perguntarmos para um f\u00e3 o que estava ocorrendo, o mesmo nos informou que o cantor Jyrki 69 fez diversas reclama\u00e7\u00f5es por n\u00e3o estar se ouvindo, e deixou seus companheiros em cena at\u00e9 que o problema t\u00e9cnico fosse resolvido. Com as suas queixas devidamente sanadas, e o p\u00fablico impaciente diante daquele hiato, o cara retorna e segue com a programa\u00e7\u00e3o normal com <em>\u201cNever Say Die\u201d<\/em>, <em>\u201cWasting the Dawn\u201d<\/em> e <em>\u201cDance d\u2019Amour\u201d<\/em>, todas muito bem recebidas.<\/p>\n<p>A ilumina\u00e7\u00e3o em tons lil\u00e1s, para se conectar com a paleta de cores de<em> \u201cDeath of Darkness\u201d<\/em> (2023), seu \u00faltimo \u00e1lbum, foi um atrativo a mais. O clima g\u00f3tico, bem diferente do espirituoso proposto pelo <strong>Mr. Big<\/strong> se configurou como um contraste interessante. Ou seja, migramos de um palco atrelado a uma tarde ensolarada dos anos oitenta, para um calabou\u00e7o qualquer no castelo do conde Dr\u00e1cula. E \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 a beleza de um festival como este: a pluralidade de estilos e clim\u00e1ticas dentro do<em> Rock<\/em>\/<em>Metal<\/em>.<\/p>\n<p>Os finlandeses finalizaram com a cl\u00e1ssica e dan\u00e7ante <em>\u201cLost Boys\u201d<\/em>, enquanto que o <strong>Sioux 66<\/strong>, banda de Yohan Kisser, filho de Andreas Kisser (<strong>Sepultura<\/strong>), detonava com seu <em>Modern Hard Rock<\/em> no Waves Stage. A <strong>Sioux 66<\/strong> foi mais uma das que precisamos ter aberto m\u00e3o, novamente por entrar em conflito com a nossa agenda de prioridades, pr\u00e9-estabelecida desde a disponibiliza\u00e7\u00e3o da grade de hor\u00e1rios das atra\u00e7\u00f5es. Novamente lamentamos, e n\u00e3o nos cansaremos de lamentar.<\/p>\n<p>Todos os caminhos levavam para o Hot Stage, j\u00e1 que o principal<em> headliner<\/em> estava pronto para se apresentar, com a sua banda solo. Trata-se do eterno baixista do <strong>KISS<\/strong>, <strong>Gene Simmons<\/strong>, que nos entregou muita simpatia, bom humor e um <em>setlist<\/em> baseado na sua longa hist\u00f3ria com o <strong>KISS<\/strong>. Mas o que poderia ser o principal trunfo do cara, acabou se tornando o principal aspecto de cr\u00edticas por parte da grande maioria das pessoas.<\/p>\n<p>Afinal de contas, est\u00e1vamos ali presentes para assistir um show de <strong>Gene Simmons<\/strong>, com can\u00e7\u00f5es da carreira solo de <strong>Gene Simmons<\/strong>. E n\u00e3o um compilado de cl\u00e1ssicos do <strong>KISS<\/strong>, executados por uma banda que n\u00e3o passa a mesma m\u00edstica de estarmos diante dos pr\u00f3prios m\u00fasicos do <strong>KISS<\/strong>. Perceba, nada contra Brent Woods (guitarra), Jason Walker (guitarra e vocal) e Brian Tichy (bateria e vocal), mas todos ali preferiam v\u00ea-los em a\u00e7\u00e3o entoando m\u00fasicas de Mr. Simmons.<\/p>\n<p>Cr\u00edticas \u00e0 parte, o show foi divertido, at\u00e9 porque seria muito dif\u00edcil algu\u00e9m conseguir destruir cl\u00e1ssicas como<em> \u201cDeuce\u201d<\/em>, <em>\u201cShout it Out Loud\u201d<\/em>, <em>\u201cParasite\u201d<\/em> e <em>\u201cLove Gun\u201d<\/em>, n\u00e3o \u00e9 mesmo? O <em>set<\/em> ainda contou com uma inusitada vers\u00e3o de <em>\u201cAce of Spades\u201d<\/em> do <strong>Mot\u00f6rhead<\/strong>, mas que n\u00e3o conseguimos conferir porque j\u00e1 est\u00e1vamos no Sun Stage, acompanhando a segunda metade do show do <strong>Biohazard<\/strong>.<\/p>\n<p>Depois de quase 15 anos longe dos palcos brasileiros, os tit\u00e3s do <em>Hardcore<\/em> norte-americano <strong>Biohazard<\/strong> chegaram chutando a porta, com uma apresenta\u00e7\u00e3o que se baseou nos seus tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns, n\u00e3o por acaso os melhores da sua discografia. Partindo desta premissa, pudemos assistir a porradaria comendo solta em<em> \u201cVictory\u201d<\/em>,<em> \u201cLove Denied\u201d<\/em>, a vers\u00e3o de <em>\u201cWe\u2019re Only Gonna Die\u201d<\/em> do <strong>Bad Religion<\/strong> e o hino <em>\u201cPunishment\u201d<\/em>. Billy Graziadei (guitarra, vocais) e Evan Seinfeld (baixo, vocais) foram os destaques! Enquanto Billy se arriscava no portugu\u00eas, Evan provocava os brasileiros a todo momento, instigando-os a serem sempre participativos.<\/p>\n<p>Antes do encerramento do show, Billy nos informou que a banda ir\u00e1 entrar em est\u00fadio para gravar um novo \u00e1lbum, o primeiro do <strong>Biohazard<\/strong> desde 2012 e o primeiro da forma\u00e7\u00e3o original desde 1994, ou seja, em trinta anos. E o desfecho da maratona ficou com <em>\u201cHold My Own\u201d<\/em>, levando os f\u00e3s do <em>Punk<\/em> e <em>Hardcore<\/em> a loucura, acabando por destruir os \u00faltimos resqu\u00edcios de vitalidade que ainda t\u00ednhamos naquela altura do campeonato.<\/p>\n<p>Continua\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artista: V\u00e1rios Evento: Summer Breeze Brasil Cidade\/Estado\/Pa\u00eds: S\u00e3o Paulo \u2013 Brasil Local: Memorial da Am\u00e9rica Latina Data: 26 de Abril Ano: 2024 Produtora: Consulado do Rock &amp; Parceiros \u00c9 com muito orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o que iniciaremos, a partir de agora, a maior cobertura do portal da MS METAL AGENCY BRASIL at\u00e9 ent\u00e3o. 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