{"id":62417,"date":"2026-03-24T19:46:55","date_gmt":"2026-03-24T19:46:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62417"},"modified":"2026-03-24T19:46:55","modified_gmt":"2026-03-24T19:46:55","slug":"resenha-primeira-nota-maxima-para-o-debut-album-da-banda-homeless","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-primeira-nota-maxima-para-o-debut-album-da-banda-homeless\/","title":{"rendered":"Resenha: primeira nota m\u00e1xima para o debut \u00e1lbum da banda Homeless"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-62291 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/homeless1-700x700-1.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/homeless1-700x700-1.jpeg 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/homeless1-700x700-1-600x600.jpeg 600w\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"397\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Sub Discos<\/p>\n<p>Por Rony Portela<\/p>\n<p>Nota: 10.0\/10.0<\/p>\n<p data-start=\"0\" data-end=\"502\">A <strong data-start=\"2\" data-end=\"14\">HOMELESS<\/strong> j\u00e1 vinha desenhando sua identidade dentro de um som pesado, direto e com forte carga cr\u00edtica, e <em>\u201cObscuro Lado da Alma\u201d<\/em> chega como um passo bem firme por este caminho. A banda, que sempre transitou entre o peso do <em>Crossover<\/em> e uma abordagem mais crua e l\u00fadica, mostra aqui um amadurecimento claro \u2014 n\u00e3o s\u00f3 nas composi\u00e7\u00f5es do disco, mas tamb\u00e9m na forma como organiza suas ideias ao longo do \u00e1lbum. \u00c9 aquele tipo de trabalho que n\u00e3o tenta inventar moda, mas entrega consist\u00eancia do in\u00edcio ao fim.<\/p>\n<p data-start=\"504\" data-end=\"948\">Ao longo das faixas, d\u00e1 pra perceber um cuidado maior com din\u00e2mica e constru\u00e7\u00e3o de clima, e muito disso passa pela atua\u00e7\u00e3o do baterista Spaghetti, como evidenciado nas \u00f3timas <em>\u201cFalsos Deuses, Falsos Profetas\u201d<\/em> e <em>\u201cFrio da Morte\u201d<\/em> . O cara segura a bronca com folga, trazendo n\u00e3o s\u00f3 peso, mas tamb\u00e9m t\u00e9cnica e varia\u00e7\u00f5es que evitam qualquer sensa\u00e7\u00e3o de monotonia. Mais do que marcar o tempo, ele adiciona camadas e texturas que ajudam a dar corpo \u00e0s m\u00fasicas, funcionando quase como um elo entre a agressividade e a coes\u00e3o do <em>full<\/em>.<\/p>\n<p data-start=\"950\" data-end=\"1403\">A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m merece destaque sem rodeios: \u00e9 limpa, potente e deixa tudo no seu devido lugar. Nenhum instrumento se perde, tudo \u00e9 intelig\u00edvel, o que valoriza tanto os momentos mais pesados quanto as passagens mais cadenciadas. E no meio disso tudo, a voz de Vin\u00edcius Vak simplesmente rouba a cena. \u00c9 uma entrega raivosa, intensa, daquelas que prendem a aten\u00e7\u00e3o automaticamente sempre que atua \u2014 funcionando como um dos pilares mais fortes do \u00e1lbum.<\/p>\n<p data-start=\"1405\" data-end=\"1804\">A capa de <em>\u201cObscuro Lado da Alma\u201d<\/em> ajuda bastante a estabelecer o clima da obra. A arte remete a uma esp\u00e9cie de figura et\u00e9rea que lembra Aleister Crowley, cercada por caveiras em tons de cinza, criando uma est\u00e9tica densa e quase ritual\u00edstica. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um detalhe visual jogado ali: combina bem com a proposta do disco e refor\u00e7a essa aura mais sombria e introspectiva que a banda trabalha. Ela, inclusive, dialoga bem de perto com <em>&#8220;<\/em><em>Formas de Acabar com a Vida\u201d<\/em>, que ainda ostenta a presen\u00e7a ilustre de <span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"><span class=\"whitespace-normal\">Alex Kafer<\/span><\/span>, baixista e vocalista do <strong><span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"><span class=\"whitespace-normal\">The Troops of Doom<\/span><\/span><\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"1806\" data-end=\"2251\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Agora, vivendo uma nova fase ao integrar o <em>casting<\/em> de uma grande ag\u00eancia no Brasil, a <strong data-start=\"1892\" data-end=\"1904\">HOMELESS<\/strong> parece pronta para expandir horizontes. Esse \u00e1lbum soa como uma baita apresenta\u00e7\u00e3o robusta do seu poder de fogo para voos maiores. A expectativa por uma turn\u00ea que ultrapasse o territ\u00f3rio nacional \u2014 alcan\u00e7ando tamb\u00e9m Europa e \u00c1sia \u2014 faz sentido, porque <em>\u201cObscuro Lado da Alma\u201d<\/em> mostra uma banda preparada, entrosada pra caralho e com potencial real de crescer fora do circuito nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Sub Discos Por Rony Portela Nota: 10.0\/10.0 A HOMELESS j\u00e1 vinha desenhando sua identidade dentro de um som pesado, direto e com forte carga cr\u00edtica, e \u201cObscuro Lado da Alma\u201d chega como um passo bem firme por este caminho. 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