{"id":62861,"date":"2026-08-20T22:06:18","date_gmt":"2026-08-20T22:06:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62861"},"modified":"2026-08-20T22:06:18","modified_gmt":"2026-08-20T22:06:18","slug":"resenha-debut-album-da-banda-mad-sneaks-em-destaque-no-portal-fullrock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-debut-album-da-banda-mad-sneaks-em-destaque-no-portal-fullrock\/","title":{"rendered":"Resenha: debut \u00e1lbum da banda Mad Sneaks em destaque no portal FullRock"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-62862 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-700x700.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-700x700.jpg 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-600x600.jpg 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Fullrock<\/p>\n<p>Por Jeferson di P\u00e1dua<\/p>\n<p>Nota: 09.0\/10.0<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">H\u00e1 trabalhos que simplesmente revisitam uma sonoridade e outros que parecem compreender profundamente o esp\u00edrito que a originou. <em>&#8220;<\/em><em>Incognito&#8221;<\/em>, \u00e1lbum de estreia da <strong>MAD SNEAKS<\/strong>, pertence \u00e0 segunda categoria. Lan\u00e7ado em 7 de mar\u00e7o de 2026, o disco apresenta uma releitura em ingl\u00eas de <em>&#8220;<\/em><em>Inc\u00f3gnita&#8221;<\/em>, trabalho originalmente lan\u00e7ado em 2012, preservando a ess\u00eancia do material e refor\u00e7ando sua conex\u00e3o com o <em>Grunge<\/em> e o <em>Rock Alternativo<\/em> dos anos 1990. A proposta tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o pela forma de distribui\u00e7\u00e3o: o registro est\u00e1 dispon\u00edvel oficialmente pelo <span style=\"text-decoration: underline;\">Bandcamp<\/span> e em edi\u00e7\u00e3o f\u00edsica limitada, uma escolha coerente com a postura org\u00e2nica defendida pelo trio.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A carga emocional \u00e9 intensa, mas nunca transforma o repert\u00f3rio em uma simples reprodu\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica da cena de Seattle. H\u00e1 sujeira, distor\u00e7\u00e3o, din\u00e2mica e uma atmosfera deliberadamente \u00e1spera, elementos que remetem principalmente aos melhores momentos de <strong>Nirvana<\/strong> e <strong>Alice in Chains<\/strong>, embora a balan\u00e7a pese mais para o primeiro. A abertura com <em>\u201cDead Killer\u201d<\/em> j\u00e1 chega chutando a porta, sustentada por guitarras encorpadas e uma interpreta\u00e7\u00e3o visceral de Agno Dissan. A participa\u00e7\u00e3o de Page Hamilton, vocalista, guitarrista e l\u00edder do <strong>Helmet<\/strong>, acrescenta uma camada particularmente interessante ao resultado, al\u00e9m de ampliar o di\u00e1logo entre o <em>Grunge<\/em> e o <em>Rock Alternativo<\/em> de maior peso. Hamilton tamb\u00e9m produziu a faixa, que aborda de maneira figurada a depress\u00e3o e seus efeitos sobre a mente.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Se<em> \u201cDead Killer\u201d<\/em> estabelece o tom com contund\u00eancia, <em>\u201cThe Cure\u201d<\/em>, <em>\u201cPandora\u201d<\/em> e <em>\u201cDirty Blood\u201d<\/em> mostram que o grupo n\u00e3o depende exclusivamente de volume ou distor\u00e7\u00e3o para sustentar sua identidade. As composi\u00e7\u00f5es trabalham com contrastes, alternando momentos de maior conten\u00e7\u00e3o e explos\u00f5es el\u00e9tricas, enquanto as disson\u00e2ncias aparecem como recurso est\u00e9tico e n\u00e3o como mero ornamento. <em>\u201cPandora\u201d<\/em>, por exemplo, ganha for\u00e7a justamente ao explorar uma introdu\u00e7\u00e3o mais limpa antes de ampliar sua intensidade, evidenciando tamb\u00e9m a capacidade vocal de Agno. Essa combina\u00e7\u00e3o entre aspereza e sensibilidade ajuda a explicar por que o repert\u00f3rio permanece conectado \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o noventista sem soar completamente preso a ela.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\"><em>\u201cDirty Blood\u201d<\/em> merece aten\u00e7\u00e3o especial pelo peso emocional e pela maneira como transforma conflitos internos em mat\u00e9ria sonora. A faixa tamb\u00e9m ganhou uma dimens\u00e3o visual em seu videoclipe, constru\u00eddo com imagens de personagens mascarados, fogo e sombras para representar medo, identidade e liberta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 <em>\u201cMedeleine\u201d<\/em> e <em>\u201cBiocide\u201d<\/em> ampliam o alcance do \u00e1lbum e refor\u00e7am a consist\u00eancia de um repert\u00f3rio que consegue manter unidade sem cair na repeti\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 um conjunto que alterna agressividade, melancolia e tens\u00e3o com naturalidade, preservando aquela sensa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia t\u00e3o caracter\u00edstica do <em>Rock Alternativo<\/em> produzido fora das f\u00f3rmulas mais polidas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Entre os m\u00fasicos, Agno Dissan aparece como o principal destaque. Sua atua\u00e7\u00e3o na guitarra \u00e9 fundamental para a constru\u00e7\u00e3o das texturas densas do disco, enquanto os vocais transitam entre passagens mais limpas e ataques rasgados com boa propriedade. Ao lado de Amaury Johns, na bateria, e Phill Andreas, no baixo, o guitarrista e vocalista sustenta a forma\u00e7\u00e3o atual do trio com uma abordagem que privilegia impacto, espontaneidade e organicidade. A pr\u00f3pria trajet\u00f3ria do grupo ajuda a dimensionar essa identidade: antes de <em>&#8220;Incognito&#8221;<\/em>, a <strong>MAD SNEAKS<\/strong> j\u00e1 havia trabalhado com Jack Endino, produtor associado a nomes fundamentais de Seattle, e com Toby Wright, al\u00e9m de ter dividido sua hist\u00f3ria recente com artistas de peso como Page Hamilton.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Jack Endino nas sess\u00f5es originais \u00e9 outro elemento que d\u00e1 ao \u00e1lbum um peso hist\u00f3rico consider\u00e1vel. O produtor trabalhou com nomes como <strong>Nirvana<\/strong>, <strong>Soundgarden<\/strong> e <strong>Mudhoney<\/strong>, e sua participa\u00e7\u00e3o aproxima ainda mais a obra das ra\u00edzes que inspiraram o trio. Mais do que uma tentativa de reproduzir uma \u00e9poca, <em>&#8220;<\/em><em>Incognito&#8221;<\/em> funciona como uma declara\u00e7\u00e3o de identidade: a <strong>MAD SNEAKS<\/strong> entende que o <em>Grunge<\/em> pode ser revisitado sem perder sua imperfei\u00e7\u00e3o, sua for\u00e7a e seu car\u00e1ter emocional. O resultado \u00e9 um registro vigoroso, carregado de personalidade e suficientemente \u00e1spero para agradar tanto quem viveu o auge daquele movimento quanto ouvintes que est\u00e3o descobrindo agora a for\u00e7a do <em>Rock<\/em> dos anos 1990.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Fullrock Por Jeferson di P\u00e1dua Nota: 09.0\/10.0 H\u00e1 trabalhos que simplesmente revisitam uma sonoridade e outros que parecem compreender profundamente o esp\u00edrito que a originou. &#8220;Incognito&#8221;, \u00e1lbum de estreia da MAD SNEAKS, pertence \u00e0 segunda categoria. 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