{"id":62949,"date":"2026-09-02T22:05:02","date_gmt":"2026-09-02T22:05:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62949"},"modified":"2026-09-02T22:05:02","modified_gmt":"2026-09-02T22:05:02","slug":"resenha-debut-album-da-strigah-continua-ganhando-relevancia-junto-a-imprensa-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-debut-album-da-strigah-continua-ganhando-relevancia-junto-a-imprensa-brasileira\/","title":{"rendered":"Resenha: debut \u00e1lbum da Strigah continua ganhando relev\u00e2ncia junto a imprensa brasileira."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-62663 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/strigah.webp\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"641\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/strigah.webp 640w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/strigah-600x600.webp 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Reidjou<\/p>\n<p>Por Alex Viana<\/p>\n<p class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-start=\"0\" data-end=\"976\">A <strong data-start=\"2\" data-end=\"13\">STRIGAH<\/strong> chega ao primeiro <em>full-length<\/em>, <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"45\" data-end=\"53\">Zoetia&#8221;<\/em>, em 2026, consolidando uma trajet\u00f3ria iniciada em Mau\u00e1 (SP), em 2022, e desenvolvida anteriormente no EP <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"159\" data-end=\"183\">A Natureza e o Sistema&#8221;<\/em> (2023) e em <em>singles<\/em> como <em>\u201cXamanismo Urbano\u201d<\/em>, <em>\u201cEsp\u00edrito da Cidade\u201d<\/em> e <em>\u201cExtin\u00e7\u00e3o Humana Volunt\u00e1ria\u201d<\/em>. Lan\u00e7ado pelo selo <span style=\"text-decoration: underline;\">Coffinjoe Records<\/span>, o \u00e1lbum re\u00fane dez faixas e aproximadamente 47 minutos de m\u00fasica, tendo Kaio Felipe nos vocais, Samanta Tica no baixo, Eleonardo de Paula na bateria e Matheus Figueredo na guitarra. Conceitualmente, o t\u00edtulo combina <em>\u201czoe\u201d<\/em>, associado \u00e0 vida, e <em>\u201cgoetia\u201d<\/em>, ligada ao feiti\u00e7o, ideia que se traduz em um disco interessado em confrontar a cultura moderna, a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, a aliena\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a dimens\u00e3o espiritual do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p data-start=\"978\" data-end=\"1762\"><em>\u201cA Propriedade \u00e9 Roubo\u201d <\/em>\u00e9 um dos momentos em que <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"1031\" data-end=\"1039\">Zoetia&#8221;<\/em> melhor apresenta sua proposta, n\u00e3o apenas pelo conte\u00fado da letra, voltado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o territorial, minera\u00e7\u00e3o, latif\u00fandio e viol\u00eancia contra defensores da floresta, mas pela maneira como a m\u00fasica organiza peso e tens\u00e3o. Riffs densos, mudan\u00e7as de andamento e uma condu\u00e7\u00e3o r\u00edtmica que evita a linearidade criam um ambiente de instabilidade coerente com o tema. A <strong data-start=\"1401\" data-end=\"1412\">STRIGAH<\/strong> n\u00e3o trata a complexidade como mero exerc\u00edcio de virtuosismo: as altera\u00e7\u00f5es estruturais servem para intensificar a sensa\u00e7\u00e3o de conflito, enquanto a agressividade vocal amplia o car\u00e1ter de den\u00fancia. O resultado \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o contundente, embora sua quantidade de informa\u00e7\u00f5es possa exigir algumas audi\u00e7\u00f5es at\u00e9 que todos os detalhes sejam absorvidos.<\/p>\n<p data-start=\"1764\" data-end=\"2581\">Em <em>\u201cMaldito Demiurgo!\u201d<\/em>, a banda desloca o foco para uma esfera mais filos\u00f3fica e m\u00edstica, explorando refer\u00eancias gn\u00f3sticas relacionadas ao ego, ao desejo, \u00e0 divis\u00e3o interna e \u00e0 no\u00e7\u00e3o de um falso para\u00edso. \u00c9 justamente nesse contraste que a execu\u00e7\u00e3o de <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"2019\" data-end=\"2027\">Zoetia&#8221;<\/em> ganha for\u00e7a: baixo e bateria sustentam a massa das guitarras, enquanto as mudan\u00e7as de din\u00e2mica impedem que os mais de seis minutos da faixa se tornem previs\u00edveis. A produ\u00e7\u00e3o de Yukio Hara favorece esse jogo entre impacto e atmosfera, mantendo os instrumentos suficientemente definidos mesmo quando a composi\u00e7\u00e3o se torna mais carregada. H\u00e1, contudo, uma tend\u00eancia natural do \u00e1lbum a privilegiar densidade e informa\u00e7\u00e3o, caracter\u00edstica que pode afastar quem procura estruturas mais imediatas, mas que tamb\u00e9m constitui parte importante de sua personalidade.<\/p>\n<p data-start=\"2583\" data-end=\"3468\"><em>\u201cFlorestas Virtuais\u201d<\/em> talvez seja uma das s\u00ednteses mais interessantes do conceito do disco, ao transportar a cr\u00edtica da degrada\u00e7\u00e3o ambiental para o universo das m\u00e1quinas, redes, avatares e rela\u00e7\u00f5es mediadas pela tecnologia. Essa tens\u00e3o entre o org\u00e2nico e o artificial encontra correspond\u00eancia na combina\u00e7\u00e3o de <em>grooves<\/em>, polirritmias, quebras de tempo, vozes trabalhadas e atmosferas mais profundas. As influ\u00eancias declaradas de nomes como <strong>Fear Factory<\/strong>, <strong>Meshuggah<\/strong>, <strong>Deftones<\/strong> e <strong>Northlane<\/strong> ajudam a contextualizar algumas escolhas, mas a <strong data-start=\"3132\" data-end=\"3143\">STRIGAH<\/strong> n\u00e3o se limita a reproduzir essas refer\u00eancias: elas aparecem como pontos de partida para uma linguagem que tamb\u00e9m incorpora elementos do <em>underground<\/em> brasileiro. A faixa ganha for\u00e7a justamente por n\u00e3o separar mensagem e arranjo, embora seu car\u00e1ter menos convencional torne o repert\u00f3rio menos acess\u00edvel em uma primeira audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"3470\" data-end=\"4461\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">No encerramento, <em>\u201cA Quebra dos Vasos\u201d<\/em> assume a responsabilidade de concluir uma obra que percorreu natureza, cidade, tecnologia, interioridade e espiritualidade, recorrendo \u00e0 ideia cabal\u00edstica de <em data-start=\"3670\" data-end=\"3678\">Tikkun<\/em>, relacionada \u00e0 repara\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o. Seus 7min53s fazem dela a composi\u00e7\u00e3o mais extensa do repert\u00f3rio e permitem que o \u00e1lbum termine sem a necessidade de uma resolu\u00e7\u00e3o convencional ou de um grande refr\u00e3o final. <em data-start=\"3930\" data-end=\"3938\">&#8220;Zoetia&#8221;<\/em> funciona melhor justamente quando compreendido como uma obra conceitual que exige participa\u00e7\u00e3o do ouvinte, e n\u00e3o como uma simples cole\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas pesadas. A <strong data-start=\"4099\" data-end=\"4110\">STRIGAH<\/strong> ainda pode evoluir na busca por pontos de maior imediatismo dentro de suas estruturas complexas, mas sua estreia demonstra seguran\u00e7a suficiente para sustentar uma identidade pr\u00f3pria. Para quem acompanha o <em>Metal Moderno<\/em>, <em>Progressivo<\/em>, <em>Industrial<\/em> e experimental brasileiro e n\u00e3o se incomoda em dedicar tempo a um disco denso, o resultado merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Reidjou Por Alex Viana A STRIGAH chega ao primeiro full-length, &#8220;Zoetia&#8221;, em 2026, consolidando uma trajet\u00f3ria iniciada em Mau\u00e1 (SP), em 2022, e desenvolvida anteriormente no EP &#8220;A Natureza e o Sistema&#8221; (2023) e em singles como \u201cXamanismo Urbano\u201d, \u201cEsp\u00edrito da Cidade\u201d e \u201cExtin\u00e7\u00e3o Humana Volunt\u00e1ria\u201d. Lan\u00e7ado pelo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":62663,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-62949","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clipping"],"views":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62949"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62949\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62950,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62949\/revisions\/62950"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}