{"id":62968,"date":"2026-09-10T01:37:17","date_gmt":"2026-09-10T01:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62968"},"modified":"2026-09-10T01:37:17","modified_gmt":"2026-09-10T01:37:17","slug":"resenha-novo-album-da-uganga-e-destacado-no-portal-cultura-em-peso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-album-da-uganga-e-destacado-no-portal-cultura-em-peso\/","title":{"rendered":"Resenha: novo \u00e1lbum da Uganga \u00e9 destacado no portal Cultura em Peso"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61736 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/7.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Cultura em Peso<\/p>\n<p>Por S\u00e9rgio \u201cMurray\u201d Martins<\/p>\n<p>Nota: 08.5\/10.0<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Depois de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de estrada, mudan\u00e7as profundas na forma\u00e7\u00e3o e uma boa dose de incerteza sobre os rumos da pr\u00f3pria banda, a <strong>UGANGA<\/strong> chega a \u201cGaneshu\u201d com aquela velha disposi\u00e7\u00e3o de quem simplesmente se recusa a ficar parado. E talvez seja justamente esse o grande barato do disco: apesar de carregar toda a experi\u00eancia acumulada por Manu Joker e companhia, ele n\u00e3o soa como uma banda vivendo de passado ou tentando repetir f\u00f3rmula. S\u00e3o dez faixas distribu\u00eddas em cerca de 26 minutos, e o neg\u00f3cio \u00e9 direto ao ponto, sem enrola\u00e7\u00e3o. O Crossover continua sendo a espinha dorsal, mas Thrash Metal, Hardcore, Groove, Dub, Rap, psicodelia e elementos eletr\u00f4nicos entram na brincadeira sem pedir licen\u00e7a. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum pesado, inquieto e, em alguns momentos, surpreendente, daqueles que ficam ainda melhores depois de algumas audi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u201cA Profecia\u201d j\u00e1 chega chutando a porta, misturando a urg\u00eancia do Hardcore com o peso do Thrash e deixando bem claro que a <strong>UGANGA<\/strong> n\u00e3o voltou para fazer m\u00e9dia. A bateria de Juninho Silva d\u00e1 uma senhora sustenta\u00e7\u00e3o para os riffs de Jean Pagani, enquanto Manu Joker despeja seus vocais com aquela agressividade caracter\u00edstica, mas sem transformar tudo numa gritaria indistinta. \u201cConfesso\u201d, na sequ\u00eancia, mostra outro lado interessante do disco: h\u00e1 mais espa\u00e7o para groove, quebradas de andamento e uma cozinha realmente afiada. \u00c9 uma faixa que cresce justamente por n\u00e3o depender apenas da velocidade. E isso ajuda a entender a proposta de \u201cGaneshu\u201d: a banda sabe ser brutal, mas tamb\u00e9m sabe quando segurar a m\u00e3o e deixar o peso trabalhar de outra maneira.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u201cTem Fogo!\u201d \u00e9 provavelmente um dos momentos mais f\u00e1ceis de grudar na cabe\u00e7a, principalmente pela combina\u00e7\u00e3o entre peso, groove e elementos que escapam completamente do Metal tradicional. O interessante \u00e9 que a experi\u00eancia n\u00e3o parece uma colcha de retalhos: mesmo quando o Rap e os breakdowns aparecem, a identidade da <strong>UGANGA<\/strong> continua intacta. \u201cExu N\u00e3o Passa Pano\u201d segue essa linha, mas aposta ainda mais naquele clima de moshpit que parece ter sido feito sob medida para os palcos. O refr\u00e3o \u00e9 daqueles que pedem participa\u00e7\u00e3o da galera, enquanto as guitarras e a bateria deixam tudo com cara de pancadaria organizada. E talvez seja esse um dos maiores m\u00e9ritos do disco: as experi\u00eancias sonoras n\u00e3o est\u00e3o ali apenas para mostrar que os caras conseguem fazer diferente; elas realmente servem \u00e0s m\u00fasicas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A partir de \u201cPsicoraio Dub\u201d, \u201cD.R. Ones\u201d e da pr\u00f3pria faixa-t\u00edtulo, o \u00e1lbum fica ainda mais interessante. \u201cPsicoraio Dub\u201d quebra o ritmo e coloca o ouvinte diante de uma <strong>UGANGA<\/strong> que flerta abertamente com o Dub e a eletr\u00f4nica, enquanto \u201cD.R. Ones\u201d funciona como um pequeno interl\u00fadio antes de \u201cGaneshu\u201d, a faixa mais longa e uma das mais completas do trabalho. Nela, praticamente todas as cartas s\u00e3o colocadas sobre a mesa: riffs pesados, groove, ritmos regionais, momentos mais contidos e uma conclus\u00e3o mais extrema. O t\u00edtulo do disco tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 gratuito, j\u00e1 que Manu Joker criou \u201cGaneshu\u201d como uma fus\u00e3o simb\u00f3lica entre Ganesha e Exu, duas figuras associadas \u00e0 abertura de caminhos e \u00e0 remo\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos. Musicalmente, a ideia combina perfeitamente com uma banda que tamb\u00e9m constr\u00f3i sua identidade a partir da mistura de mundos diferentes.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente por isso que \u201cGaneshu\u201d funciona t\u00e3o bem como retrato de uma nova fase. \u201cPressentimento\u201d, que encerra o \u00e1lbum com participa\u00e7\u00f5es de Jonas Pheer, O Eremita Roots e Isabela Melo, ainda mostra a disposi\u00e7\u00e3o da <strong>UGANGA<\/strong> para atravessar fronteiras e incorporar o Rap \u00e0 sua linguagem sem perder o peso acumulado durante d\u00e9cadas. Claro, quem espera um disco de Crossover absolutamente tradicional pode estranhar algumas dessas escolhas, e talvez seja necess\u00e1rio mais de uma audi\u00e7\u00e3o para entrar completamente no clima. Mas, sinceramente, ainda bem que \u00e9 assim. \u201cGaneshu\u201d n\u00e3o foi feito para agradar quem precisa colocar tudo dentro de uma caixinha. \u00c9 um trabalho curto, bruto, criativo e cheio de personalidade, que transforma as turbul\u00eancias vividas pela banda em combust\u00edvel. No fim das contas, a <strong>UGANGA<\/strong> n\u00e3o apenas sobreviveu \u00e0s mudan\u00e7as: voltou delas mais perigosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Cultura em Peso Por S\u00e9rgio \u201cMurray\u201d Martins Nota: 08.5\/10.0 Depois de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de estrada, mudan\u00e7as profundas na forma\u00e7\u00e3o e uma boa dose de incerteza sobre os rumos da pr\u00f3pria banda, a UGANGA chega a \u201cGaneshu\u201d com aquela velha disposi\u00e7\u00e3o de quem simplesmente se recusa a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":61736,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-62968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clipping"],"views":2,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62968"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62968\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62969,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62968\/revisions\/62969"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}