{"id":62974,"date":"2026-09-14T21:50:54","date_gmt":"2026-09-14T21:50:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62974"},"modified":"2026-09-14T21:50:54","modified_gmt":"2026-09-14T21:50:54","slug":"resenha-novo-album-da-terrorcidio-continua-ganhando-espaco-no-nordeste-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-album-da-terrorcidio-continua-ganhando-espaco-no-nordeste-brasileiro\/","title":{"rendered":"Resenha: novo \u00e1lbum da Terrorcidio continua ganhando espa\u00e7o no nordeste brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-62381 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio-700x700.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio-700x700.jpg 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio-600x600.jpg 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Terrorcidio.jpg 1900w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Reidjou<\/p>\n<p>Por Alex Viana<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Mais de uma d\u00e9cada depois de surgir na Cidade Ocidental, periferia de Bras\u00edlia, a <strong>TERRORCIDIO<\/strong> chega ao seu primeiro \u00e1lbum completo com uma proposta que n\u00e3o deixa muita margem para delicadezas. Formada em 2008 com a inten\u00e7\u00e3o de fortalecer a cena<em> underground<\/em> e apostar em letras em portugu\u00eas, a banda come\u00e7ou sua caminhada dentro do <em>Thrash<\/em>\/<em>Death Metal<\/em>, tendo como refer\u00eancias nomes como <strong>Torture Squad<\/strong>, <strong>Slayer<\/strong> e <strong>Cannibal Corpse<\/strong>. Em <em>&#8220;<\/em><em>Favela&#8221;<\/em>, lan\u00e7ado em outubro de 2024 de forma independente, essa identidade aparece mais madura e agressiva, incorporando tamb\u00e9m uma forte veia <em>Hardcore<\/em>. S\u00e3o apenas 30 minutos, mas a impress\u00e3o \u00e9 de que o grupo despeja uma quantidade consider\u00e1vel de raiva e energia nesse intervalo.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Logo de cara, <em>\u201cGuerrilha 33\u201d<\/em> estabelece o clima do disco com guitarras pesadas, bateria acelerada e uma abordagem bastante direta. A curta <em>\u201cMetal Nunca Morrer\u00e1\u201d<\/em> funciona quase como um manifesto antes de<em> \u201cPossess\u00e3o\u201d<\/em>, uma das faixas mais encorpadas do repert\u00f3rio e um excelente exemplo da capacidade da <strong>TERRORCIDIO<\/strong> de combinar <em>Death Metal<\/em> e <em>Hardcore<\/em> sem deixar a m\u00fasica perder impacto. A bateria, especialmente nos momentos mais velozes, d\u00e1 aquele empurr\u00e3o necess\u00e1rio para que as composi\u00e7\u00f5es n\u00e3o fiquem excessivamente lineares, enquanto as guitarras trabalham riffs secos e agressivos. \u00c9 m\u00fasica para ouvir alto, sem muita cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A faixa-t\u00edtulo tamb\u00e9m merece destaque.<em> \u201cFavela\u201d<\/em> concentra boa parte da identidade conceitual do \u00e1lbum ao apostar em uma abordagem urbana, pesada e combativa, enquanto <em>\u201cCirco dos Porcos\u201d<\/em> segue pela mesma estrada, com uma constru\u00e7\u00e3o que privilegia o ataque e a contund\u00eancia. O interessante \u00e9 que a <strong>TERRORCIDIO<\/strong> n\u00e3o parece preocupada em transformar suas composi\u00e7\u00f5es em exerc\u00edcios de virtuosismo. Aqui, menos \u00e9 mais: riffs objetivos, mudan\u00e7as r\u00e1pidas e faixas que sabem exatamente quando terminar. At\u00e9 m\u00fasicas curt\u00edssimas como <em>\u201cMate ou Morra\u201d<\/em>, <em>\u201cChuta o Bicho Morto\u201d<\/em> e <em>\u201cBlasf\u00eamia\u201d<\/em> funcionam como golpes r\u00e1pidos, mantendo o \u00e1lbum em permanente estado de tens\u00e3o. O repert\u00f3rio principal tem apenas onze faixas, mas essa economia ajuda a evitar aquela sensa\u00e7\u00e3o de disco que poderia ter sido mais enxuto.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Outro m\u00e9rito est\u00e1 na performance vocal de Paulo Heavy, baixista e vocalista, que alterna <em>screams<\/em> e guturais com bastante naturalidade. O resultado combina muito bem com a proposta agressiva do grupo e encontra um de seus melhores momentos justamente em <em>\u201cPossess\u00e3o\u201d<\/em>, enquanto <em>\u201cAgony\u201d<\/em> fecha o bloco de in\u00e9ditas sem aliviar a press\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m joga a favor: guitarras pesadas e cortantes aparecem bem definidas, enquanto baixo e bateria mant\u00eam presen\u00e7a suficiente para que o conjunto n\u00e3o vire uma massa sonora indistinta. H\u00e1 uma crueza proposital no resultado, mas ela n\u00e3o compromete a compreens\u00e3o das m\u00fasicas. Pelo contr\u00e1rio, ajuda a preservar o esp\u00edrito <em>underground<\/em> que acompanha a <strong>TERRORCIDIO<\/strong> desde seus primeiros anos.<\/p>\n<p>No balan\u00e7o final, <em>&#8220;<\/em><em>Favela&#8221;<\/em> \u00e9 um trabalho que entende perfeitamente aquilo que pretende entregar: peso, velocidade, agressividade e uma identidade brasileira muito clara. A inclus\u00e3o de tr\u00eas faixas b\u00f4nus ao vivo \u2014<em> \u201cCren\u00e7as Importunas\u201d<\/em>, <em>\u201cMate ou Morra e Chuta o Bicho Morto\u201d<\/em> e <em>\u201cTormento\u201d<\/em> \u2014 ainda acrescenta uma dimens\u00e3o interessante ao lan\u00e7amento, mostrando como esse repert\u00f3rio pode ganhar ainda mais for\u00e7a fora do est\u00fadio. N\u00e3o \u00e9 um \u00e1lbum preocupado em agradar todo mundo, e talvez justamente por isso funcione t\u00e3o bem.<em> \u201cFavela\u201d<\/em>, <em>\u201cPossess\u00e3o\u201d<\/em> e <em>\u201cGuerrilha 33\u201d<\/em> deixam claro que a <strong>TERRORCIDIO<\/strong> encontrou um ponto de equil\u00edbrio bastante eficiente entre <em>Death Metal<\/em> e <em>Hardcore<\/em>, transformando indigna\u00e7\u00e3o, peso e atitude em um disco curto, brutal e sem frescura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Reidjou Por Alex Viana Mais de uma d\u00e9cada depois de surgir na Cidade Ocidental, periferia de Bras\u00edlia, a TERRORCIDIO chega ao seu primeiro \u00e1lbum completo com uma proposta que n\u00e3o deixa muita margem para delicadezas. 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