{"id":62990,"date":"2026-09-16T21:06:29","date_gmt":"2026-09-16T21:06:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62990"},"modified":"2026-09-16T21:06:29","modified_gmt":"2026-09-16T21:06:29","slug":"resenha-novo-album-da-profira-rompe-as-barreiras-do-mercado-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-album-da-profira-rompe-as-barreiras-do-mercado-brasileiro\/","title":{"rendered":"Resenha: novo \u00e1lbum da Profira rompe as barreiras do mercado brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-62313 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1-700x700.jpg\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1-700x700.jpg 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1-600x600.jpg 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Profira1.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Cultura em Peso<\/p>\n<p>Por S\u00e9rgio \u201cMurray\u201d Martins<\/p>\n<p>Nota: 08.0\/10.0<\/p>\n<p class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" dir=\"auto\" data-start=\"0\" data-end=\"934\">A <strong>PROFIRA<\/strong> chega a <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"18\" data-end=\"34\">Em Nosso Lugar&#8221;<\/em> com um trabalho que deixa claro o amadurecimento de uma trajet\u00f3ria iniciada em 2014, em Angra dos Reis (RJ), por Marcelo Banni e Daniel Serra. O \u00e1lbum, lan\u00e7ado em 2025, re\u00fane oito faixas e aproximadamente 27 minutos de dura\u00e7\u00e3o, transitando por um <em>Rock<\/em> mais acess\u00edvel que absorve elementos de <em>Pop Rock<\/em>, refer\u00eancias da m\u00fasica brasileira e uma forte dimens\u00e3o espiritual nas suas letras. O interessante \u00e9 que a banda n\u00e3o tenta esconder suas convic\u00e7\u00f5es: f\u00e9, esperan\u00e7a, rela\u00e7\u00f5es humanas, desigualdade e quest\u00f5es sociais aparecem naturalmente entre os principais temas da obra, enquanto a m\u00fasica procura manter uma comunica\u00e7\u00e3o direta com o ouvinte. Em entrevista recente, Marcelo definiu a trajet\u00f3ria da <strong>PROFIRA<\/strong> como uma busca por \u201cm\u00fasica com identidade e verdade\u201d, lembrando que o grupo passou por influ\u00eancias como <em>Pop Rock Nacional<\/em>, <em>MPB<\/em>, m\u00fasica crist\u00e3 e cl\u00e1ssicos do <em>Rock<\/em>.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"936\" data-end=\"1739\">Logo de cara, <em>\u201cO Brasil Tem Jeito\u201d<\/em> estabelece uma das caracter\u00edsticas mais interessantes do disco: a capacidade de abordar temas amplos sem transformar as can\u00e7\u00f5es em discursos excessivamente pesados. A faixa abre espa\u00e7o para <em>\u201cNada Al\u00e9m do Novo\u201d<\/em>, que trabalha melhor as guitarras e evidencia a atua\u00e7\u00e3o de Marcelo Banni tanto nos vocais quanto no instrumento. Sua interpreta\u00e7\u00e3o aposta mais na melodia e na clareza do que em qualquer demonstra\u00e7\u00e3o exagerada de t\u00e9cnica, enquanto Daniel Honorato acrescenta uma segunda camada de guitarra que ajuda a preencher o arranjo. A forma\u00e7\u00e3o atual, completada por Big Hand\u2019s no baixo e Ryan Banni na bateria, apresenta um entrosamento particularmente percept\u00edvel nas mudan\u00e7as de intensidade e na sustenta\u00e7\u00e3o r\u00edtmica do repert\u00f3rio.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"1741\" data-end=\"2530\"><em>\u201cPara Te Adorar\u201d<\/em> \u00e9 outro momento que merece aten\u00e7\u00e3o, principalmente por mostrar como a <strong>PROFIRA<\/strong> consegue aproximar sua vertente espiritual de uma estrutura essencialmente roqueira. Os riffs t\u00eam presen\u00e7a, mas n\u00e3o roubam espa\u00e7o da voz, e Marcelo encontra um bom equil\u00edbrio entre interpreta\u00e7\u00e3o e musicalidade. Em seguida, <em>\u201cL\u00e1grimas nos Olhos\u201d<\/em> muda o clima e aposta em uma abordagem mais introspectiva, come\u00e7ando de maneira contida para depois ganhar corpo com as guitarras e a se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica. \u00c9 justamente nessa faixa que Daniel Honorato, Big Hand\u2019s e Ryan Banni funcionam mais como uma unidade do que como m\u00fasicos buscando protagonismo individual: cada instrumento ocupa seu espa\u00e7o e contribui para que a din\u00e2mica da composi\u00e7\u00e3o cres\u00e7a de maneira org\u00e2nica.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"2532\" data-end=\"3417\">A faixa-t\u00edtulo, naturalmente, funciona como o centro emocional do \u00e1lbum. <em>\u201cEm Nosso Lugar\u201d<\/em> tem uma hist\u00f3ria curiosa: segundo a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria registrada pela imprensa, a composi\u00e7\u00e3o nasceu quase por acaso, quando Marcelo Banni come\u00e7ou a cantarolar algumas ideias durante uma conversa e Daniel Serra percebeu que havia ali material suficiente para uma m\u00fasica. Em menos de 20 minutos, a can\u00e7\u00e3o estava pronta. Essa espontaneidade ajuda a entender sua estrutura simples e eficiente, que parte de uma atmosfera pr\u00f3xima da balada e gradualmente ganha for\u00e7a atrav\u00e9s das guitarras. <em>\u201cSomos Filhos de Deus\u201d, \u201cTodos Os Dias\u201d<\/em> e <em>\u201cCriador e Cria\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> completam o repert\u00f3rio mantendo essa mesma preocupa\u00e7\u00e3o em conciliar mensagem e acessibilidade, sem transformar o \u00e1lbum em uma cole\u00e7\u00e3o de faixas excessivamente semelhantes.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"3419\" data-end=\"4570\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">No balan\u00e7o final, <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"3437\" data-end=\"3453\">Em Nosso Lugar&#8221;<\/em> funciona justamente porque a <strong>PROFIRA<\/strong> n\u00e3o parece interessada em separar mensagem e m\u00fasica. O disco pode ganhar ainda mais for\u00e7a em trabalhos futuros caso a banda explore estruturas mais variadas e permita que a instrumenta\u00e7\u00e3o assuma, em alguns momentos, um protagonismo maior, mas a identidade j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecida. Marcelo Banni demonstra seguran\u00e7a como vocalista e guitarrista, enquanto Daniel Honorato, Big Hand\u2019s e Ryan Banni d\u00e3o consist\u00eancia ao conjunto, formando uma base capaz de sustentar tanto as passagens mais suaves quanto os momentos de maior intensidade. O pr\u00f3prio Marcelo resume a atual fase da banda como uma \u201crenova\u00e7\u00e3o\u201d e uma busca por novos p\u00fablicos e experi\u00eancias, sempre com a inten\u00e7\u00e3o de levar para o palco uma apresenta\u00e7\u00e3o que represente verdadeiramente a <strong>PROFIRA<\/strong>. E \u00e9 justamente essa sinceridade que d\u00e1 ao \u00e1lbum seu principal m\u00e9rito: <em>&#8220;<\/em><em data-start=\"4352\" data-end=\"4368\">Em Nosso Lugar&#8221;<\/em> n\u00e3o pretende reinventar o<em> Rock<\/em> brasileiro, mas apresenta uma banda que sabe o que quer dizer, encontra uma forma pr\u00f3pria de faz\u00ea-lo e entrega um repert\u00f3rio acess\u00edvel, mel\u00f3dico e carregado de prop\u00f3sito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Cultura em Peso Por S\u00e9rgio \u201cMurray\u201d Martins Nota: 08.0\/10.0 A PROFIRA chega a &#8220;Em Nosso Lugar&#8221; com um trabalho que deixa claro o amadurecimento de uma trajet\u00f3ria iniciada em 2014, em Angra dos Reis (RJ), por Marcelo Banni e Daniel Serra. 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