{"id":62996,"date":"2026-09-16T21:39:13","date_gmt":"2026-09-16T21:39:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=62996"},"modified":"2026-09-16T21:39:13","modified_gmt":"2026-09-16T21:39:13","slug":"resenha-novo-album-da-metalminator-em-destaque-na-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-album-da-metalminator-em-destaque-na-america-do-sul\/","title":{"rendered":"Resenha: novo \u00e1lbum da Metalminator em destaque na Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-62872 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/metalminator-400x400-1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Cultura em Peso<\/p>\n<p>Por S\u00e9rgio \u201cMurray\u201d Martins<\/p>\n<p>Nota: 09.0\/10.0<\/p>\n<p class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" dir=\"auto\" data-start=\"0\" data-end=\"966\">A estreia da <strong data-start=\"13\" data-end=\"29\">METALMINATOR<\/strong> com <em data-start=\"34\" data-end=\"61\">Night of the Exterminator<\/em> \u00e9 daquelas que deixam bastante claro, logo nos primeiros minutos, qual \u00e9 a proposta da banda: resgatar a velocidade, a energia e a est\u00e9tica do Speed Metal cl\u00e1ssico, mas sem transformar essa rever\u00eancia ao passado em uma simples reprodu\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas. Formado em S\u00e3o Paulo em 2024, o grupo reuniu nove faixas e pouco mais de 42 minutos em um \u00e1lbum que combina a agressividade do Speed Metal oitentista com melodias da NWOBHM, harmonias de guitarras e uma presen\u00e7a nada t\u00edmida dos teclados. Em entrevista ao <em data-start=\"568\" data-end=\"585\">Cultura em Peso<\/em>, Robby Speed explicou que a banda tamb\u00e9m bebe do Speed\/Power Metal alem\u00e3o, o que ajuda a entender por que o disco soa mais trabalhado melodicamente do que uma produ\u00e7\u00e3o estritamente crua do g\u00eanero. O resultado \u00e9 um trabalho assumidamente old school, mas com personalidade suficiente para n\u00e3o parecer apenas uma viagem nost\u00e1lgica aos anos 1980.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"968\" data-end=\"1914\">\u201cInto the Storm\u201d funciona como uma esp\u00e9cie de contagem regressiva para o ataque, preparando o terreno para \u201cSpeed of Evil\u201d, uma das faixas que melhor traduzem a combina\u00e7\u00e3o entre velocidade e melodia buscada pelo quarteto. Robby Speed assume vocais, baixo, teclados e guitarras, enquanto Johnny Grave e Jo\u00e3o Granado formam a dupla respons\u00e1vel por boa parte do peso e das harmoniza\u00e7\u00f5es que d\u00e3o identidade ao repert\u00f3rio. A qu\u00edmica entre os dois guitarristas \u00e9 particularmente importante, j\u00e1 que os riffs velozes ganham outras dimens\u00f5es quando aparecem acompanhados por dobras mel\u00f3dicas. E existe uma participa\u00e7\u00e3o efetivamente coletiva nesse processo: Granado, por exemplo, sugeriu a dobra em quinta no in\u00edcio da faixa-t\u00edtulo, enquanto Andr\u00e9 \u2014 citado na entrevista como respons\u00e1vel pelas baterias \u2014 acrescentou ideias que acabaram modificando estruturas como a pausa depois do primeiro refr\u00e3o de \u201cSpeed of Evil\u201d.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"1916\" data-end=\"2839\">\u201cRage\u201d \u00e9 outro momento em que a <strong data-start=\"1948\" data-end=\"1964\">METALMINATOR<\/strong> mostra que n\u00e3o pretende depender apenas da velocidade para convencer. A m\u00fasica avan\u00e7a com riffs cortantes, bateria acelerada e vocais agressivos, mas encontra espa\u00e7o para mudan\u00e7as de din\u00e2mica que tornam a composi\u00e7\u00e3o mais interessante. D.D. Razor merece destaque justamente por n\u00e3o tratar a bateria como mero instrumento de sustenta\u00e7\u00e3o: segundo Andr\u00e9, v\u00e1rias linhas foram praticamente recompostas durante o processo de grava\u00e7\u00e3o, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s viradas, condu\u00e7\u00f5es, din\u00e2micas e mudan\u00e7as de groove \u2014 algo percept\u00edvel tamb\u00e9m em \u201cLady Killer\u201d. \u201cEyes of the Future\u201d, por sua vez, acrescenta uma camada mais mel\u00f3dica ao repert\u00f3rio e ajuda a evidenciar a influ\u00eancia da NWOBHM. Essa variedade faz diferen\u00e7a porque impede que um disco baseado em Speed Metal se transforme em uma sequ\u00eancia homog\u00eanea de riffs disparados em alta velocidade.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"2841\" data-end=\"3798\">Se \u201cGolden Years\u201d e \u201cNight of the Exterminator\u201d chamam aten\u00e7\u00e3o pelas dura\u00e7\u00f5es mais extensas \u2014 7min08 e 7min36, respectivamente \u2014, \u201cTiger Hot Girls and Rock &#8216;N&#8217; Roll\u201d representa o lado mais descontra\u00eddo e irreverente da banda. A faixa j\u00e1 havia sido apresentada como single e funciona como uma esp\u00e9cie de v\u00e1lvula de escape dentro de um repert\u00f3rio essencialmente veloz. A faixa-t\u00edtulo, entretanto, \u00e9 onde a proposta conceitual ganha maior peso: Robby revelou que a composi\u00e7\u00e3o passou por diversas reformula\u00e7\u00f5es at\u00e9 chegar \u00e0 estrutura definitiva, enquanto a identidade visual do \u00e1lbum foi constru\u00edda em torno do mascote \u201cExterminator\u201d, dentro de uma est\u00e9tica cyberpunk e retrofuturista que a pr\u00f3pria banda descreve como uma esp\u00e9cie de \u201cvis\u00e3o de futuro feita pelos anos 80\u201d. \u00c9 justamente essa combina\u00e7\u00e3o de Speed Metal, teclados, synths e imag\u00e9tica futurista que diferencia o grupo de uma abordagem puramente tradicionalista.<\/p>\n<p dir=\"auto\" data-start=\"3800\" data-end=\"4869\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">No fechamento, \u201cFaster Than Death\u201d mant\u00e9m a press\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo instante e confirma a coer\u00eancia de <em data-start=\"3900\" data-end=\"3927\">Night of the Exterminator<\/em>. A produ\u00e7\u00e3o de D.D. Razor, que tamb\u00e9m aparece creditado pela engenharia e pela mixagem, favorece uma sonoridade org\u00e2nica e din\u00e2mica, evitando aquela compress\u00e3o exagerada que poderia tirar justamente a espontaneidade que combina com a proposta da banda. O \u00e1lbum foi lan\u00e7ado em 14 de agosto de 2026 e, poucas semanas depois, a <strong data-start=\"4253\" data-end=\"4269\">METALMINATOR<\/strong> j\u00e1 havia ultrapassado 2 mil ouvintes mensais no Spotify, com mais de 80% dessa audi\u00eancia localizada fora do Brasil, especialmente em mercados como Estados Unidos, Alemanha, Su\u00e9cia, Finl\u00e2ndia, Reino Unido e Espanha. Mais do que simplesmente reproduzir os fundamentos do Speed Metal, <em data-start=\"4590\" data-end=\"4617\">Night of the Exterminator<\/em> mostra um grupo interessado em acrescentar teclados, harmonias, elementos de NWOBHM e uma est\u00e9tica retrofuturista \u00e0 f\u00f3rmula. \u00c9 uma estreia que aposta claramente na velha escola, mas entende que tradi\u00e7\u00e3o e identidade pr\u00f3pria podem caminhar lado a lado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo site Cultura em Peso Por S\u00e9rgio \u201cMurray\u201d Martins Nota: 09.0\/10.0 A estreia da METALMINATOR com Night of the Exterminator \u00e9 daquelas que deixam bastante claro, logo nos primeiros minutos, qual \u00e9 a proposta da banda: resgatar a velocidade, a energia e a est\u00e9tica do Speed Metal cl\u00e1ssico, mas sem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":62872,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-62996","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clipping"],"views":2,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62997,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62996\/revisions\/62997"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}