{"id":63052,"date":"2026-09-24T23:23:45","date_gmt":"2026-09-24T23:23:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=63052"},"modified":"2026-09-24T23:23:45","modified_gmt":"2026-09-24T23:23:45","slug":"resenha-novo-album-da-uganga-em-destaque-pelo-portal-brazil-legion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-album-da-uganga-em-destaque-pelo-portal-brazil-legion\/","title":{"rendered":"RESENHA: novo \u00e1lbum da Uganga em destaque pelo portal Brazil Legion"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61736 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/7.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Brazil Legion<\/p>\n<p>Por Rodrigo Maldonado<\/p>\n<p>Nota: 08.5\/10.0<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\"><em>Ganeshu<\/em> \u00e9 um daqueles \u00e1lbuns que n\u00e3o pedem apenas uma faixa isolada, mas uma audi\u00e7\u00e3o completa para que suas diferentes camadas sejam devidamente absorvidas. Em seu oitavo trabalho de est\u00fadio, a <strong>UGANGA<\/strong> condensa dez m\u00fasicas em aproximadamente 26 minutos e reafirma uma concep\u00e7\u00e3o muito particular de Crossover, na qual Thrash Metal, Hardcore e Groove Metal convivem com Dub, Rap, psicodelia e refer\u00eancias da m\u00fasica mineira. Lan\u00e7ado em 9 de maio de 2025, o disco tamb\u00e9m funciona como registro de um per\u00edodo de profundas transforma\u00e7\u00f5es na trajet\u00f3ria do grupo, que encontrou justamente nessas mudan\u00e7as o impulso para um novo ciclo criativo.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Manu Joker permanece como o grande eixo art\u00edstico da <strong>UGANGA<\/strong>, mas seu desempenho em <em>Ganeshu<\/em> est\u00e1 longe de depender exclusivamente do peso de sua hist\u00f3ria. Fundador da banda e figura ligada \u00e0 cena extrema mineira desde os anos 1980, o vocalista combina agressividade, clareza e diferentes texturas de interpreta\u00e7\u00e3o, mantendo as letras em portugu\u00eas sempre no centro das composi\u00e7\u00f5es. \u201cA Profecia\u201d \u00e9 um dos melhores exemplos: depois da introdu\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de \u201cIgarap\u00e9s\u201d, a m\u00fasica entra como uma pancada de Hardcore e Thrash, sustentada por uma energia urgente e por uma narrativa inspirada na viagem da banda \u00e0 Amaz\u00f4nia Paraense. A participa\u00e7\u00e3o de Paulo \u201cBigfoot\u201d, do Delinquentes, na composi\u00e7\u00e3o do riff ainda acrescenta uma conex\u00e3o interessante com o Punk\/Hardcore nacional.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Na bateria, Juninho Silva oferece uma atua\u00e7\u00e3o fundamental para que o \u00e1lbum n\u00e3o se torne apenas uma sucess\u00e3o de riffs velozes. Seu trabalho explora quebras, mudan\u00e7as de andamento e grooves que mant\u00eam as faixas em constante movimento, algo especialmente percept\u00edvel em \u201cConfesso\u201d. A m\u00fasica combina uma bateria vigorosa com bases pesadas e altera\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas que refor\u00e7am o car\u00e1ter f\u00edsico da proposta, enquanto \u201cTem Fogo!\u201d amplia ainda mais esse espectro ao aproximar Metal, Funk e Rap sem perder a contund\u00eancia. O processo de grava\u00e7\u00e3o contribuiu diretamente para esse resultado: a base instrumental foi registrada praticamente ao vivo no Rocklab Studio, em An\u00e1polis (GO), com Manu fazendo uma guia vocal, estrat\u00e9gia que buscou preservar a urg\u00eancia apresentada pela banda nos palcos.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Nas cordas, Jean Pagani e Raphael \u201cRas\u201d Franco completam a forma\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelas grava\u00e7\u00f5es, respectivamente nas guitarras e no baixo. Pagani constr\u00f3i uma parede sonora que passeia por riffs secos, Thrash e Groove, enquanto Ras garante sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0s frequ\u00eancias graves sem comprometer a din\u00e2mica do conjunto. \u201cExu N\u00e3o Passa Pano\u201d sintetiza bem essa combina\u00e7\u00e3o: riffs agressivos, andamento convidativo ao mosh e uma atitude Punk se unem a uma letra de confronto, tornando a faixa outro dos grandes momentos do repert\u00f3rio. J\u00e1 a faixa-t\u00edtulo acrescenta uma dimens\u00e3o mais ritual\u00edstica ao disco, enquanto \u201cPsicoraio Dub\u201d comprova que a <strong>UGANGA<\/strong> n\u00e3o utiliza suas influ\u00eancias externas como mero ornamento, incorporando-as organicamente \u00e0 arquitetura das m\u00fasicas.<\/p>\n<p>O aspecto mais interessante de <em>Ganeshu<\/em>, portanto, est\u00e1 justamente na liberdade com que a <strong>UGANGA<\/strong> transforma refer\u00eancias aparentemente distantes em uma linguagem coerente. O pr\u00f3prio t\u00edtulo sintetiza esse conceito ao unir simbolicamente Ganesha e Exu, enquanto as m\u00fasicas transitam por espiritualidade, natureza, resist\u00eancia, cr\u00edtica social e experi\u00eancias pessoais. \u201cPressentimento\u201d, por exemplo, expande o repert\u00f3rio com Reggae e Rap e funciona como uma das passagens mais diversificadas do \u00e1lbum. O resultado \u00e9 um trabalho curto, direto e inquieto, no qual cada integrante contribui para uma sonoridade que n\u00e3o parece interessada em obedecer a f\u00f3rmulas. Mais do que simplesmente celebrar tr\u00eas d\u00e9cadas de trajet\u00f3ria, <em>Ganeshu<\/em> registra uma <strong>UGANGA<\/strong> renovada, pesada e disposta a continuar abrindo seus pr\u00f3prios caminhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Brazil Legion Por Rodrigo Maldonado Nota: 08.5\/10.0 Ganeshu \u00e9 um daqueles \u00e1lbuns que n\u00e3o pedem apenas uma faixa isolada, mas uma audi\u00e7\u00e3o completa para que suas diferentes camadas sejam devidamente absorvidas. 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