{"id":63113,"date":"2026-10-06T22:40:07","date_gmt":"2026-10-06T22:40:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=63113"},"modified":"2026-10-06T22:40:07","modified_gmt":"2026-10-06T22:40:07","slug":"resenha-debut-album-da-metalminator-e-avaliado-pelo-jornalista-greg-m-schurtz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-debut-album-da-metalminator-e-avaliado-pelo-jornalista-greg-m-schurtz\/","title":{"rendered":"Resenha: debut \u00e1lbum da Metalminator \u00e9 avaliado pelo jornalista Greg M. Schurtz"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-62872 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/metalminator-400x400-1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Fire Metal<\/p>\n<p>Por Greg M. Schurtz<\/p>\n<p>Nota: 09.0\/10.0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p><em>A estreia da <\/em><strong>METALMINATOR<\/strong><em> com Night of the Exterminator<\/em> \u00e9 um daqueles trabalhos que deixam clara a proposta logo nos primeiros minutos, mas encontram caminhos pr\u00f3prios para desenvolv\u00ea-la. Formada em S\u00e3o Paulo em 2024, a banda construiu seu primeiro \u00e1lbum a partir das bases do Speed Metal cl\u00e1ssico, incorporando elementos da NWOBHM, do Speed\/Power Metal alem\u00e3o e, de maneira bastante particular, teclados e sintetizadores associados a uma est\u00e9tica retrofuturista. Lan\u00e7ado em 14 de agosto de 2026, o registro re\u00fane nove faixas e pouco mais de 42 minutos, apostando em velocidade, riffs afiados, harmonias e refr\u00e3os marcantes sem transformar a rever\u00eancia aos anos 1980 em simples exerc\u00edcio de nostalgia. A pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o reconhece que essa combina\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias surgiu naturalmente das diferentes influ\u00eancias de seus integrantes, resultando em uma sonoridade mais mel\u00f3dica e trabalhada do que aquela normalmente associada ao Speed Metal mais cru.<\/p>\n<p>Entre os principais respons\u00e1veis por essa identidade est\u00e1 <strong>Robby Speed<\/strong>, que assume vocais, baixo, teclados e guitarras e responde pela maior parte das composi\u00e7\u00f5es. Seu trabalho \u00e9 especialmente percept\u00edvel na maneira como as melodias se encaixam aos riffs velozes, criando um equil\u00edbrio entre agressividade e apelo tradicional. \u201cSpeed of Evil\u201d sintetiza muito bem essa caracter\u00edstica, avan\u00e7ando com guitarras r\u00e1pidas, vocais firmes e uma constru\u00e7\u00e3o que ganha personalidade com a pausa introduzida ap\u00f3s o primeiro refr\u00e3o. A faixa tamb\u00e9m evidencia como a <strong>METALMINATOR<\/strong> consegue trabalhar velocidade sem sacrificar din\u00e2mica. Ao seu lado, <strong>Johnny Grave<\/strong> contribui decisivamente para o peso das guitarras e para as harmoniza\u00e7\u00f5es que ampliam o car\u00e1ter mel\u00f3dico do repert\u00f3rio. A qu\u00edmica entre as guitarras \u00e9 um dos pontos altos do disco, sobretudo porque evita que a intensidade permane\u00e7a restrita a uma sucess\u00e3o uniforme de riffs acelerados.<\/p>\n<p>\u201cEyes of the Future\u201d surge como outro momento de destaque justamente por explorar com maior intensidade a faceta mel\u00f3dica da banda. A composi\u00e7\u00e3o aproxima o Speed Metal da tradi\u00e7\u00e3o da NWOBHM, valorizando harmonias de guitarra e mudan\u00e7as que oferecem um respiro dentro da velocidade predominante. J\u00e1 \u201cGolden Years\u201d, com seus mais de sete minutos, amplia ainda mais esse campo de possibilidades ao combinar duas guitarras com chorus, sintetizadores, cordas, baixo e vocais, tornando-se uma das pe\u00e7as mais ambiciosas do repert\u00f3rio. <strong>Jo\u00e3o Granado<\/strong>, respons\u00e1vel pelas guitarras e backing vocals na grava\u00e7\u00e3o, merece men\u00e7\u00e3o especial nesse contexto: sua participa\u00e7\u00e3o nas harmoniza\u00e7\u00f5es e, particularmente, a sugest\u00e3o da dobra em quinta no in\u00edcio da faixa-t\u00edtulo, demonstra como as contribui\u00e7\u00f5es individuais foram importantes para enriquecer as ideias originalmente apresentadas por Robby. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum que n\u00e3o depende exclusivamente da velocidade para se afirmar.<\/p>\n<p>Na bateria, <strong>D.D. Razor<\/strong> proporciona a for\u00e7a que mant\u00e9m esse conjunto em movimento, mas sua atua\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m do acompanhamento b\u00e1sico. De acordo com a pr\u00f3pria banda, v\u00e1rias linhas foram retrabalhadas durante as grava\u00e7\u00f5es, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s viradas, condu\u00e7\u00f5es, din\u00e2micas e mudan\u00e7as de groove. Essa abordagem fica evidente em faixas como \u201cRage\u201d e \u201cLady Killer\u201d, nas quais a bateria participa ativamente das transi\u00e7\u00f5es e ajuda a impedir que a estrutura perca impacto. Em \u201cRage\u201d, particularmente, a combina\u00e7\u00e3o entre riffs cortantes, andamento acelerado e mudan\u00e7as de din\u00e2mica mostra uma <strong>METALMINATOR<\/strong> interessada em construir m\u00fasicas que tenham mais de uma camada de leitura. A faixa-t\u00edtulo segue caminho semelhante: depois de passar por diversas reformula\u00e7\u00f5es at\u00e9 alcan\u00e7ar sua vers\u00e3o definitiva, transforma a est\u00e9tica cyberpunk e retrofuturista do conceito do \u00e1lbum em uma pe\u00e7a extensa, marcada pela presen\u00e7a dos teclados e por uma atmosfera que remete a uma vis\u00e3o de futuro imaginada a partir dos anos 1980.<\/p>\n<p>Outro m\u00e9rito importante est\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o, conduzida pelo pr\u00f3prio D.D. Razor, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o, engenharia e mixagem. O tratamento sonoro preserva uma sensa\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, quente e din\u00e2mica, evitando a compress\u00e3o excessiva que poderia retirar do Speed Metal justamente sua espontaneidade. Ao mesmo tempo, guitarras, baixo, bateria, vocais e sintetizadores permanecem suficientemente definidos para que os diferentes elementos possam ser percebidos dentro dos arranjos mais carregados. <em>Night of the Exterminator<\/em> n\u00e3o pretende reinventar o g\u00eanero, e tampouco precisa faz\u00ea-lo: sua principal virtude est\u00e1 em compreender os fundamentos do Speed Metal e acrescentar a eles melodias, harmoniza\u00e7\u00f5es, teclados e uma identidade visual retrofuturista que ajudam a diferenciar a proposta. Como primeiro \u00e1lbum, \u00e9 um resultado bastante seguro e promissor, capaz de apresentar a <strong>METALMINATOR<\/strong> como uma banda que respeita suas refer\u00eancias, mas demonstra disposi\u00e7\u00e3o para construir um caminho pr\u00f3prio dentro do Metal tradicional.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Fire Metal Por Greg M. Schurtz Nota: 09.0\/10.0 A estreia da METALMINATOR com Night of the Exterminator \u00e9 um daqueles trabalhos que deixam clara a proposta logo nos primeiros minutos, mas encontram caminhos pr\u00f3prios para desenvolv\u00ea-la. 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