{"id":63115,"date":"2026-10-06T23:02:03","date_gmt":"2026-10-06T23:02:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=63115"},"modified":"2026-10-06T23:02:03","modified_gmt":"2026-10-06T23:02:03","slug":"resenha-novo-album-da-mad-sneaks-e-evidenciado-pelo-blog-metal-fire-metal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-album-da-mad-sneaks-e-evidenciado-pelo-blog-metal-fire-metal\/","title":{"rendered":"Resenha: novo \u00e1lbum da Mad Sneaks \u00e9 evidenciado pelo blog Metal Fire Metal"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-62862 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-700x700.jpg\" alt=\"\" width=\"453\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-700x700.jpg 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-600x600.jpg 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mad-sneaks.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Fire Metal<\/p>\n<p>Por Greg M. Schurtz<\/p>\n<p>Nota: 09.0\/10.0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p><em>Incognito<\/em>, primeiro \u00e1lbum da <strong>MAD SNEAKS<\/strong>, \u00e9 um trabalho que chega sem muita vontade de pedir licen\u00e7a \u2014 e isso combina perfeitamente com a personalidade do trio. Lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 2026, o disco re\u00fane dez faixas e transforma refer\u00eancias do Grunge, Alternative Rock, Punk e Stoner em uma sonoridade crua, pesada e, acima de tudo, humana. A banda surgiu em 2009, em Alpin\u00f3polis (MG), mudou-se para S\u00e3o Paulo em 2016 e construiu sua trajet\u00f3ria justamente a partir da ideia de fazer barulho sem se prender demais a r\u00f3tulos. Aqui, essa postura aparece de maneira bastante natural: <strong>MAD SNEAKS<\/strong> n\u00e3o tenta esconder suas influ\u00eancias, mas tamb\u00e9m n\u00e3o soa como uma banda fantasiada de anos 1990. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum cheio de contrastes, alternando sujeira, melodia, tens\u00e3o, cr\u00edtica social e vulnerabilidade.<\/p>\n<p>Na guitarra e nos vocais, <strong>Agno Dissan<\/strong> concentra boa parte da personalidade de <em>Incognito<\/em>, transitando com desenvoltura entre interpreta\u00e7\u00f5es mais \u00e1speras e momentos de maior fragilidade. \u201cThe Cure\u201d \u00e9 um dos grandes destaques justamente por condensar essas caracter\u00edsticas: riffs marcantes, atmosfera sombria e uma melancolia que cresce sem transformar a composi\u00e7\u00e3o em algo excessivamente contemplativo. A m\u00fasica parece caminhar o tempo todo entre a vontade de encontrar uma sa\u00edda e a percep\u00e7\u00e3o de que talvez ela n\u00e3o exista. \u201cPandora\u201d, por sua vez, apresenta uma faceta mais mel\u00f3dica e emocional, trabalhando sentimentos de perda, isolamento e busca por compreens\u00e3o. \u00c9 nessa altern\u00e2ncia entre peso e sensibilidade que <strong>MAD SNEAKS<\/strong> encontra um de seus caminhos mais interessantes.<\/p>\n<p>Se a guitarra estabelece boa parte da tens\u00e3o, <strong>Amaury Johns<\/strong> \u00e9 quem mant\u00e9m a m\u00e1quina funcionando com uma bateria direta, vigorosa e sem firulas desnecess\u00e1rias. O m\u00fasico entende que, em um power trio, cada golpe precisa ocupar espa\u00e7o, mas sem transformar a performance em uma competi\u00e7\u00e3o de exibicionismo. \u201cComa\u201d \u00e9 um \u00f3timo exemplo disso: a faixa mergulha em uma atmosfera sufocante, abordando medo, depend\u00eancia e autodestrui\u00e7\u00e3o por meio de uma constru\u00e7\u00e3o pesada e insistente, na qual a bateria ajuda a criar aquela sensa\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda de estar preso dentro da pr\u00f3pria cabe\u00e7a. A for\u00e7a da m\u00fasica est\u00e1 justamente em n\u00e3o tentar suavizar o desconforto. A produ\u00e7\u00e3o acompanha essa proposta ao preservar a impress\u00e3o de que h\u00e1 tr\u00eas pessoas tocando juntas, com din\u00e2mica e organicidade, em vez de empilhar camadas at\u00e9 apagar a identidade do trio.<\/p>\n<p>No baixo, <strong>Phill Andreas<\/strong> oferece a sustenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para que as guitarras possam avan\u00e7ar sem perder densidade. Seu trabalho ajuda a preencher os espa\u00e7os e refor\u00e7a especialmente os momentos em que o \u00e1lbum mergulha em regi\u00f5es mais pesadas e sombrias. \u201cPandora\u201d ganha corpo com essa combina\u00e7\u00e3o, enquanto \u201cComa\u201d encontra no baixo uma esp\u00e9cie de alicerce para sua atmosfera claustrof\u00f3bica. J\u00e1 \u201cThe Cure\u201d demonstra como a se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica pode sustentar uma composi\u00e7\u00e3o mais introspectiva sem diminuir seu impacto. Essa coes\u00e3o instrumental \u00e9 importante porque <em>Incognito<\/em> foi concebido para soar grande mesmo sendo produzido por apenas tr\u00eas m\u00fasicos. A pr\u00f3pria <strong>MAD SNEAKS<\/strong> destaca a busca por uma grava\u00e7\u00e3o que n\u00e3o escondesse os integrantes nem eliminasse as imperfei\u00e7\u00f5es naturais de uma performance org\u00e2nica \u2014 e essa escolha acaba sendo um dos maiores trunfos do disco.<\/p>\n<p>No fim das contas, <em>Incognito<\/em> funciona porque <strong>MAD SNEAKS<\/strong> n\u00e3o tenta transformar suas refer\u00eancias em uma fantasia retr\u00f4. Nirvana, Silverchair, Alice in Chains, Helmet, Ramones, Soundgarden e Social Distortion fazem parte desse DNA, mas aparecem filtrados pelas experi\u00eancias de uma banda que come\u00e7ou no interior de Minas Gerais, encontrou seu espa\u00e7o em S\u00e3o Paulo e acumulou ao longo do caminho experi\u00eancias com nomes como Jack Endino, Toby Wright e Page Hamilton \u2014 este \u00faltimo participando de \u201cDead Killer\u201d. A decis\u00e3o de n\u00e3o perseguir algoritmos, playlists ou uma f\u00f3rmula comercial tamb\u00e9m combina com o car\u00e1ter do \u00e1lbum: s\u00e3o dez m\u00fasicas pensadas como uma viagem \u00fanica, na qual \u201cThe Cure\u201d, \u201cPandora\u201d e \u201cComa\u201d funcionam como pontos especialmente fortes. \u00c9 Rock sem maquiagem excessiva, com sujeira, melodia e personalidade; um disco que entende que, \u00e0s vezes, o melhor jeito de fazer barulho \u00e9 simplesmente deixar a banda tocar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Fire Metal Por Greg M. Schurtz Nota: 09.0\/10.0 Incognito, primeiro \u00e1lbum da MAD SNEAKS, \u00e9 um trabalho que chega sem muita vontade de pedir licen\u00e7a \u2014 e isso combina perfeitamente com a personalidade do trio. 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