{"id":63157,"date":"2026-10-14T16:51:34","date_gmt":"2026-10-14T16:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=63157"},"modified":"2026-10-14T16:52:11","modified_gmt":"2026-10-14T16:52:11","slug":"entrevista-confira-entrevista-exclusiva-com-o-guitarrista-ricky-de-camargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/entrevista-confira-entrevista-exclusiva-com-o-guitarrista-ricky-de-camargo\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA: confira entrevista exclusiva com o guitarrista Ricky de Camargo"},"content":{"rendered":"<p data-pm-slice=\"1 1 []\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-63158 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/ricky-de-Camargo-375x500-1.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"500\" \/>MS Metal Agency:<\/strong> Voc\u00ea j\u00e1 possui mais de duas d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica e construiu uma trajet\u00f3ria que passou pelo trabalho como m\u00fasico de apoio, pela produ\u00e7\u00e3o autoral e por quatro \u00e1lbuns \u2014 <em>Origins<\/em>, <em>Maverick<\/em>, <em>Relentless<\/em> e <em>Beast Mode<\/em>. Olhando para esse percurso, quais foram os principais momentos que contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o da identidade art\u00edstica que voc\u00ea apresenta atualmente como guitarrista e compositor?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Acredito que a identidade art\u00edstica seja algo que vamos construindo naturalmente ao longo do tempo. Cada trabalho reflete um determinado momento da nossa vida, tanto musicalmente quanto pessoalmente. Desde <em>Origins<\/em>, passando por <em>Maverick<\/em>, <em>Relentless<\/em> e chegando ao <em>Beast Mode<\/em>, fui adquirindo mais experi\u00eancia, principalmente na maneira de desenvolver as composi\u00e7\u00f5es e pensar nos arranjos.<\/p>\n<p>Uma coisa que permaneceu praticamente a mesma foi minha filosofia de composi\u00e7\u00e3o. Nunca tive a inten\u00e7\u00e3o de fazer m\u00fasicas excessivamente t\u00e9cnicas apenas para demonstrar alguma habilidade na guitarra. Sempre procurei escrever algo interessante e prazeroso de tocar, mas que tamb\u00e9m funcionasse para quem est\u00e1 ouvindo.<\/p>\n<p>A principal evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 no amadurecimento musical. Hoje consigo perceber com mais clareza quando uma ideia precisa ser desenvolvida, quando determinado trecho j\u00e1 cumpriu seu papel e quando \u00e9 melhor seguir para outra parte da composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> \u201cA Pilgrimage to the Inner Light\u201d representa uma mudan\u00e7a importante dentro da sua carreira, principalmente por incorporar, pela primeira vez em seu projeto solo, um vocalista \u2014 Adriano Blakk \u2014 e por apresentar uma composi\u00e7\u00e3o com mais de dez minutos de dura\u00e7\u00e3o. O que motivou essa decis\u00e3o de ampliar os limites da sua proposta instrumental e transformar a guitarra em parte de uma narrativa que tamb\u00e9m passa pela voz e pela letra?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Digamos que foi press\u00e3o popular [risos]. Brincadeiras \u00e0 parte, sempre achei interessante a possibilidade de incluir vocais em algumas das minhas m\u00fasicas, embora meu trabalho tenha sido essencialmente instrumental desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>Como <em>A Pilgrimage to the Inner Light<\/em> \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o mais extensa, com diferentes momentos e uma proposta ligada ao Rock e Metal Progressivo, achei que seria uma boa oportunidade para experimentar algo diferente.<\/p>\n<p>O Adriano Blakk \u00e9 um amigo de longa data. N\u00f3s nos conhecemos h\u00e1 mais de 15 anos e, quando comecei a pensar em algu\u00e9m para assumir os vocais, ele foi a primeira pessoa que me veio \u00e0 cabe\u00e7a. Acredito que a voz trouxe uma dimens\u00e3o diferente para a composi\u00e7\u00e3o. A guitarra continua tendo um papel fundamental, mas agora existe tamb\u00e9m uma interpreta\u00e7\u00e3o vocal que contribui para transmitir a mensagem da m\u00fasica. Foi uma experi\u00eancia muito interessante e acredito que fizemos uma escolha bastante acertada.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> Falando exclusivamente sobre \u201cA Pilgrimage to the Inner Light\u201d: a m\u00fasica aborda autoconhecimento, transforma\u00e7\u00e3o, supera\u00e7\u00e3o, identidade e a busca por uma esp\u00e9cie de luz interior. Como esse conceito surgiu durante o processo de composi\u00e7\u00e3o e de que maneira voc\u00ea trabalhou musicalmente as mudan\u00e7as de intensidade, atmosfera e din\u00e2mica para representar essa jornada?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Sempre gostei muito de Rock e Metal Progressivo e sentia que faltava uma composi\u00e7\u00e3o com essa proposta no meu cat\u00e1logo. Queria fazer algo mais extenso, denso e que permitisse desenvolver diferentes ideias ao longo da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao conceito, acredito que, conforme vamos amadurecendo, come\u00e7amos a enxergar algumas coisas de maneira diferente. Passamos a rever prioridades, entender melhor o que realmente importa e nos afastar de situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o acrescentam nada de positivo \u00e0s nossas vidas. Essa luz interior representa, de certa forma, o autoconhecimento. E chegar at\u00e9 ela n\u00e3o \u00e9 algo simples ou imediato: \u00e9 uma peregrina\u00e7\u00e3o que exige tempo, amadurecimento e bastante esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Musicalmente, procurei trabalhar essa ideia por meio de diferentes momentos e atmosferas. A m\u00fasica n\u00e3o precisava manter a mesma intensidade durante seus dez minutos. Era importante permitir que os temas se desenvolvessem e que existissem mudan\u00e7as naturais ao longo da composi\u00e7\u00e3o. Acho que essa \u00e9 uma das caracter\u00edsticas mais interessantes do Progressivo: a liberdade de explorar caminhos sem ficar preso a uma estrutura convencional.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> Ainda em \u201cA Pilgrimage to the Inner Light\u201d, voc\u00ea reuniu Edu Ardanuy, Roberto Barros e Dallton Santos nas guitarras, al\u00e9m de Giovana Teixeira na bateria e Adriano Blakk nos vocais. Como foi definir o papel de cada participante dentro de uma composi\u00e7\u00e3o t\u00e3o extensa e, principalmente, como evitar que a presen\u00e7a de quatro guitarristas transformasse a faixa apenas em uma sucess\u00e3o de solos e demonstra\u00e7\u00f5es de virtuosismo?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> A primeira coisa que procurei evitar foi justamente transformar a m\u00fasica em um duelo de guitarras. Apesar da quantidade de m\u00fasicos envolvidos, nunca foi essa a proposta.<\/p>\n<p>A Giovana j\u00e1 havia participado do <em>Beast Mode<\/em> e tivemos uma experi\u00eancia excelente trabalhando juntos. Al\u00e9m da qualidade t\u00e9cnica, ela compreende rapidamente aquilo que proponho para as m\u00fasicas, ent\u00e3o foi natural contar novamente com ela. O Adriano \u00e9 um amigo de longa data e foi minha primeira escolha para os vocais.<\/p>\n<p>Com o Edu, o Dallton e o Roberto, eu j\u00e1 mantinha contato pelas redes sociais. Como queria fazer algo realmente diferente, resolvi convid\u00e1-los e todos aceitaram participar. Dei liberdade para que cada um colocasse sua personalidade nas partes que gravaria. Minha preocupa\u00e7\u00e3o foi principalmente organizar os momentos em que cada um apareceria na composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu e o Edu acabamos assumindo uma parte maior dos temas e solos, enquanto o Dallton e o Roberto aparecem em momentos espec\u00edficos, principalmente nas partes mais densas. A ideia foi fazer com que as participa\u00e7\u00f5es se complementassem e contribu\u00edssem para a narrativa. N\u00e3o adianta reunir v\u00e1rios guitarristas excelentes se o resultado for apenas uma sequ\u00eancia de solos sem conex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> \u201cThe Truth Is Out There\u201d retoma o car\u00e1ter predominantemente instrumental, mas estabelece um di\u00e1logo direto entre a sua guitarra e a de Dallton Santos. Como nasceu essa composi\u00e7\u00e3o e o que voc\u00ea buscou explorar tecnicamente e musicalmente nessa intera\u00e7\u00e3o entre duas linguagens guitarr\u00edsticas diferentes? Houve algum recurso espec\u00edfico \u2014 como harmoniza\u00e7\u00e3o, altern\u00e2ncia de frases, improvisa\u00e7\u00e3o ou uso de diferentes timbres \u2014 que tenha sido fundamental para chegar ao resultado final?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Essa m\u00fasica come\u00e7ou a partir de um riff que eu j\u00e1 tinha desenvolvido e que acabou servindo como ponto de partida. Naquele momento, o Dallton tamb\u00e9m tinha disponibilidade para participar de uma grava\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o achei interessante aproveitar a oportunidade.<\/p>\n<p>Estruturei a m\u00fasica e reservei um espa\u00e7o na parte final para a participa\u00e7\u00e3o dele. Pedi que gravasse um solo realmente marcante, algo que acrescentasse uma personalidade diferente \u00e0 composi\u00e7\u00e3o. Inclusive, queria que fosse um solo que me desafiasse, daqueles que voc\u00ea escuta e depois fica com vontade de aprender a tocar [risos].<\/p>\n<p>Quando trabalho com outros guitarristas, n\u00e3o tento fazer com que todos soem da mesma maneira. Cada m\u00fasico possui suas influ\u00eancias, escolhas de frases, articula\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas. \u00c9 essa diferen\u00e7a que torna a colabora\u00e7\u00e3o interessante. Em vez de pensar em disputa, prefiro a complementaridade. \u00c0s vezes, recebo o solo de um convidado e percebo que posso modificar uma parte minha para criar uma conex\u00e3o melhor. O importante \u00e9 que tudo funcione como uma \u00fanica m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> A tem\u00e1tica de \u201cThe Truth Is Out There\u201d est\u00e1 ligada ao desconhecido, ao cosmos e \u00e0s perguntas que permanecem sem resposta. Em uma m\u00fasica instrumental, na qual n\u00e3o existe uma letra para conduzir diretamente a interpreta\u00e7\u00e3o do ouvinte, quais elementos voc\u00ea considera fundamentais para transformar uma ideia abstrata como essa em uma narrativa musical?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Eu gosto bastante de assuntos relacionados ao espa\u00e7o, \u00e0 possibilidade de exist\u00eancia de vida fora do nosso planeta, outras formas de intelig\u00eancia e todas aquelas perguntas para as quais ainda n\u00e3o temos respostas definitivas. Foi esse universo de possibilidades que inspirou <em>The Truth Is Out There<\/em>.<\/p>\n<p>Acho interessante trabalhar com esse tipo de conceito em uma composi\u00e7\u00e3o instrumental porque voc\u00ea n\u00e3o precisa conduzir o ouvinte a uma interpreta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. O t\u00edtulo sugere uma ideia, mas cada pessoa pode imaginar algo diferente enquanto escuta.<\/p>\n<p>Para mim, a constru\u00e7\u00e3o dos temas, as mudan\u00e7as de intensidade, os arranjos e a maneira como as guitarras se desenvolvem s\u00e3o elementos que ajudam a criar essa atmosfera. N\u00e3o acredito que seja necess\u00e1rio traduzir literalmente cada conceito em uma passagem musical. Muitas vezes, basta transmitir uma sensa\u00e7\u00e3o e permitir que o ouvinte construa sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> Sua m\u00fasica transita principalmente por Metal, Rock e Fusion, enquanto seu trabalho tamb\u00e9m demonstra uma preocupa\u00e7\u00e3o constante em equilibrar t\u00e9cnica e musicalidade. Como voc\u00ea encara atualmente quest\u00f5es como velocidade, precis\u00e3o, alternate picking, legato, tapping, bends, arpejos e improvisa\u00e7\u00e3o? Existe alguma t\u00e9cnica que voc\u00ea considera especialmente importante para desenvolver uma identidade pr\u00f3pria na guitarra?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Acredito que todas essas t\u00e9cnicas tenham sua import\u00e2ncia e possam ser utilizadas dependendo daquilo que a m\u00fasica pede. Velocidade, alternate picking, legato, tapping, bends, arpejos e improvisa\u00e7\u00e3o s\u00e3o recursos que ampliam nossas possibilidades como guitarristas. Mas n\u00e3o considero que dominar uma t\u00e9cnica espec\u00edfica seja suficiente para desenvolver uma identidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O mais importante \u00e9 saber como utilizar esses recursos musicalmente. Existem momentos em que uma passagem mais r\u00e1pida funciona muito bem, assim como situa\u00e7\u00f5es em que uma frase mais simples, com poucas notas, pode produzir um resultado mais interessante.<\/p>\n<p>Nunca gostei da ideia de transformar a complexidade t\u00e9cnica em um objetivo por si s\u00f3. Minhas m\u00fasicas possuem trechos que n\u00e3o s\u00e3o triviais de tocar, mas n\u00e3o come\u00e7o uma composi\u00e7\u00e3o pensando que ela precisa ser extremamente dif\u00edcil. A identidade surge da maneira como combinamos influ\u00eancias, desenvolvemos ideias e fazemos escolhas musicais. A t\u00e9cnica precisa estar a servi\u00e7o da m\u00fasica, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> Em entrevistas e materiais anteriores, voc\u00ea j\u00e1 destacou que n\u00e3o tem interesse em fazer da complexidade um objetivo por si s\u00f3 e que procura criar m\u00fasicas que sejam prazerosas tanto de ouvir quanto de tocar. Como essa filosofia influencia seu processo de composi\u00e7\u00e3o? Voc\u00ea costuma come\u00e7ar uma m\u00fasica a partir de um riff, de uma melodia, de uma progress\u00e3o harm\u00f4nica, de uma ideia t\u00e9cnica ou de uma atmosfera que deseja transmitir?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Normalmente come\u00e7o procurando linhas de bateria que despertem meu interesse. Vou experimentando algumas ideias, fazendo ajustes e, quando encontro uma base interessante, come\u00e7o a desenvolver as guitarras e os baixos. N\u00e3o tenho necessariamente uma estrutura inteira definida antes de come\u00e7ar. Prefiro deixar a m\u00fasica seguir seu pr\u00f3prio caminho.<\/p>\n<p>Durante esse processo, costumo anotar aquilo que acredito que ainda pode ser melhorado. Nem sempre todas as ideias aparecem no momento da grava\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o frequentemente volto a partes praticamente prontas para avaliar se chegaram ao resultado esperado. \u00c0s vezes, uma pequena altera\u00e7\u00e3o em uma frase ou na transi\u00e7\u00e3o entre trechos j\u00e1 faz bastante diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Minha filosofia continua sendo a mesma: n\u00e3o componho pensando em fazer a m\u00fasica mais t\u00e9cnica ou dif\u00edcil poss\u00edvel. As frases v\u00e3o surgindo, experimento possibilidades e avalio se funcionam dentro do conjunto. N\u00e3o adianta ter uma passagem tecnicamente impressionante se ela n\u00e3o acrescenta nada \u00e0 composi\u00e7\u00e3o. Quero fazer m\u00fasicas prazerosas de tocar e agrad\u00e1veis para quem ouve.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> <em>Beast Mode<\/em>, lan\u00e7ado em 2025, consolidou uma fase fortemente ligada ao Metal e \u00e0 Fusion instrumental, enquanto os dois singles mais recentes apontam para uma amplia\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel dessa linguagem. O que mudou na sua maneira de compor, produzir e enxergar a pr\u00f3pria guitarra entre <em>Beast Mode<\/em> e o material que est\u00e1 sendo desenvolvido para o pr\u00f3ximo \u00e1lbum?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> <em>Beast Mode<\/em> foi um grande aprendizado, principalmente na composi\u00e7\u00e3o e na maneira de desenvolver ideias dentro da m\u00fasica instrumental. A cada \u00e1lbum, adquirimos uma percep\u00e7\u00e3o melhor de como distribuir os elementos, quanto tempo dedicar a determinado tema e em que momento desenvolver uma ideia ou seguir adiante. Tamb\u00e9m come\u00e7amos a imaginar com mais clareza como aquilo que estamos gravando vai funcionar dentro da m\u00fasica pronta.<\/p>\n<p>Nos dois singles mais recentes, procurei explorar possibilidades diferentes. <em>A Pilgrimage to the Inner Light<\/em> trouxe uma estrutura mais longa, elementos progressivos, vocais e v\u00e1rios guitarristas. J\u00e1 <em>The Truth Is Out There<\/em> mant\u00e9m uma proposta predominantemente instrumental, mas abre espa\u00e7o para uma colabora\u00e7\u00e3o importante com o Dallton.<\/p>\n<p>A principal mudan\u00e7a est\u00e1 nesse amadurecimento e na disposi\u00e7\u00e3o de experimentar coisas novas, sem abandonar aquilo que sempre caracterizou meu trabalho. A guitarra continua sendo o elemento central, mas isso n\u00e3o significa repetir exatamente a mesma f\u00f3rmula em todos os lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p><strong>MS Metal Agency:<\/strong> \u201cA Pilgrimage to the Inner Light\u201d e \u201cThe Truth Is Out There\u201d funcionam como pr\u00e9vias de um pr\u00f3ximo \u00e1lbum de in\u00e9ditas que parece representar uma nova etapa da sua carreira. O que voc\u00ea pode antecipar sobre esse futuro trabalho em termos de sonoridade, participa\u00e7\u00f5es especiais, t\u00e9cnicas de guitarra, composi\u00e7\u00e3o e poss\u00edveis novas experi\u00eancias que ainda n\u00e3o apareceram nesses dois singles? E, olhando para essa nova fase, que tipo de artista voc\u00ea acredita que o p\u00fablico encontrar\u00e1 nesse pr\u00f3ximo cap\u00edtulo de RICKY DE CAMARGO?<\/p>\n<p><strong>Ricky:<\/strong> Neste momento, estou trabalhando com a possibilidade de lan\u00e7ar o pr\u00f3ximo \u00e1lbum em 2027. Normalmente gosto de produzir discos com algo entre sete e oito faixas e procuro manter a dura\u00e7\u00e3o total pr\u00f3xima dos 30 minutos. Considerando que <em>The Truth Is Out There<\/em> e <em>A Pilgrimage to the Inner Light<\/em> j\u00e1 somam quase 15 minutos, acredito que seja poss\u00edvel seguir esse planejamento.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sonoridade, quero continuar explorando aquilo que considero interessante musicalmente, sem ficar preso a uma f\u00f3rmula espec\u00edfica. Os dois singles j\u00e1 mostram caminhos diferentes. Sobre novas participa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias, prefiro deixar as pr\u00f3ximas composi\u00e7\u00f5es indicarem o caminho.<\/p>\n<p>Uma coisa curiosa \u00e9 que normalmente come\u00e7o a sentir vontade de produzir um novo disco quando chega uma \u00e9poca mais fria ou quando percebo que j\u00e1 passou tempo demais desde que apresentei algo novo [risos]. \u00c9 quase como se surgisse naturalmente a necessidade de voltar a compor.<\/p>\n<p>Quero observar como as coisas v\u00e3o se desenvolver nesses \u00faltimos meses do ano e para onde as pr\u00f3ximas m\u00fasicas v\u00e3o me levar. Se tudo caminhar bem, quem sabe n\u00e3o teremos alguma surpresa j\u00e1 no come\u00e7o de 2027. Quanto ao artista que o p\u00fablico encontrar\u00e1, acredito que ser\u00e1 essencialmente o mesmo Ricky de Camargo, mas com mais experi\u00eancia, novas ideias e a mesma vontade de continuar fazendo m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MS Metal Agency: Voc\u00ea j\u00e1 possui mais de duas d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica e construiu uma trajet\u00f3ria que passou pelo trabalho como m\u00fasico de apoio, pela produ\u00e7\u00e3o autoral e por quatro \u00e1lbuns \u2014 Origins, Maverick, Relentless e Beast Mode. Olhando para esse percurso, quais foram os principais momentos que contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":63050,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-63157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clipping"],"views":6,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63157"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63157\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63159,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63157\/revisions\/63159"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}