{"id":63198,"date":"2026-11-04T18:26:06","date_gmt":"2026-11-04T18:26:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=63198"},"modified":"2026-11-04T18:26:06","modified_gmt":"2026-11-04T18:26:06","slug":"resenha-novo-trabalho-da-guardian-of-lightning-e-avaliado-pelo-blog-metal-fire-metal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-novo-trabalho-da-guardian-of-lightning-e-avaliado-pelo-blog-metal-fire-metal\/","title":{"rendered":"Resenha: novo trabalho da Guardian of Lightning \u00e9 avaliado pelo blog Metal Fire Metal"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-63199 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Guardian-of-Lightning-700x700.jpg\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Guardian-of-Lightning-700x700.jpg 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Guardian-of-Lightning-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Guardian-of-Lightning-600x600.jpg 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Guardian-of-Lightning-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Guardian-of-Lightning.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Fire Metal<\/p>\n<p>Por Greg M. Schurtz<\/p>\n<p>Nota: 08.0\/10.0<\/p>\n<p>A for\u00e7a de uma boa remasteriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 na capacidade de valorizar uma obra sem comprometer sua identidade original. \u00c9 justamente esse o m\u00e9rito de Cosmos Tree (Remastered), do trio paulista GUARDIAN OF LIGHTNING. Lan\u00e7ado originalmente em 17 de julho de 2020 pela gravadora norte-americana Eclipse Records, o \u00e1lbum de estreia ganhou uma nova edi\u00e7\u00e3o em 23 de agosto de 2022, com masteriza\u00e7\u00e3o assinada pelo experiente Billy Stull, profissional que j\u00e1 trabalhou com nomes como Led Zeppelin e Jimi Hendrix. O resultado \u00e9 bastante superior ao da vers\u00e3o original, proporcionando uma experi\u00eancia sonora mais envolvente, com maior defini\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos instrumentos. Mais do que uma simples atualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a nova masteriza\u00e7\u00e3o permite apreciar melhor as particularidades de uma proposta que j\u00e1 se destacava pela personalidade.<\/p>\n<p>Formada em 2017, na cidade de Guariba, interior de S\u00e3o Paulo, a GUARDIAN OF LIGHTNING desenvolveu uma identidade pr\u00f3pria, batizada de Thunder Metal, cuja principal caracter\u00edstica \u00e9 colocar o baixo el\u00e9trico na posi\u00e7\u00e3o normalmente ocupada pela guitarra solo. A ideia surgiu das composi\u00e7\u00f5es de Ir\u00f3n King, respons\u00e1vel pelo baixo principal e um dos grandes protagonistas do disco. Suas linhas carregadas de distor\u00e7\u00e3o, acompanhadas por solos e passagens de grande intensidade, conferem uma personalidade bastante particular ao repert\u00f3rio. Em Cosmos Tree, o instrumento n\u00e3o funciona apenas como sustenta\u00e7\u00e3o r\u00edtmica: assume o protagonismo, conduz as melodias e estabelece boa parte da atmosfera pesada que define o trabalho. Na vers\u00e3o remasterizada, essa caracter\u00edstica ganha ainda mais evid\u00eancia, tornando a audi\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es de Ir\u00f3n King particularmente satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ao lado de Ir\u00f3n King est\u00e1 Marco Fino, respons\u00e1vel pelos vocais e pela guitarra r\u00edtmica. Sua interpreta\u00e7\u00e3o apresenta uma combina\u00e7\u00e3o interessante de aspereza, espontaneidade e energia, transitando entre o peso tradicional do Heavy Metal e uma abordagem mais pr\u00f3xima do Stoner Rock. Essa versatilidade aparece com clareza em \u201cCosmos Tree\u201d, faixa-t\u00edtulo que abre o caminho para a identidade musical do grupo. Com riffs encorpados, baixo pulsante e uma atmosfera que alterna momentos de maior intensidade com passagens mais cadenciadas, a composi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresenta uma tem\u00e1tica reflexiva sobre a exist\u00eancia humana e nossa conex\u00e3o com algo maior. Outro momento de destaque \u00e9 \u201cRaise Your Sword\u201d, uma composi\u00e7\u00e3o vigorosa, de esp\u00edrito motivacional, que combina a for\u00e7a dos riffs com uma interpreta\u00e7\u00e3o vocal convincente. A m\u00fasica funciona como um convite \u00e0 resist\u00eancia diante das adversidades, refor\u00e7ando o car\u00e1ter inspirador de parte das letras.<\/p>\n<p>Na bateria, Lord Drum completa a forma\u00e7\u00e3o com uma atua\u00e7\u00e3o consistente, conferindo sustenta\u00e7\u00e3o e din\u00e2mica \u00e0s composi\u00e7\u00f5es. Seu trabalho acompanha as varia\u00e7\u00f5es de intensidade sem disputar espa\u00e7o com o baixo protagonista, contribuindo para que a sonoridade do trio mantenha equil\u00edbrio e contund\u00eancia. Essa integra\u00e7\u00e3o fica especialmente evidente em \u201cSound of Thunder\u201d, um dos grandes momentos do repert\u00f3rio. Inspirada na lenda ind\u00edgena norte-americana do p\u00e1ssaro-trov\u00e3o (Thunderbird), a m\u00fasica apresenta uma narrativa sobre prote\u00e7\u00e3o, coragem e supera\u00e7\u00e3o das injusti\u00e7as. Os riffs pesados, as interven\u00e7\u00f5es instrumentais e a condu\u00e7\u00e3o r\u00edtmica criam uma atmosfera imponente, enquanto a interpreta\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o car\u00e1ter \u00e9pico da composi\u00e7\u00e3o. Vale destacar que a edi\u00e7\u00e3o remasterizada traz uma vers\u00e3o estendida da faixa, permitindo explorar ainda mais sua constru\u00e7\u00e3o musical. A m\u00fasica tamb\u00e9m ganhou um videoclipe oficial na ocasi\u00e3o do relan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Outro destaque \u00e9 \u201cAnother Place\u201d, que explora uma faceta mais descontra\u00edda do trio, com passagens de guitarra que percorrem os canais est\u00e9reo e uma base instrumental de forte influ\u00eancia do Rock cl\u00e1ssico. O baixo distorcido conduz a composi\u00e7\u00e3o, enquanto os solos acrescentam personalidade e ajudam a quebrar qualquer previsibilidade. J\u00e1 \u201cBe Like the Moon\u201d encerra o repert\u00f3rio com uma abordagem mais leve e espont\u00e2nea, apostando em vocais de inclina\u00e7\u00e3o punk, guitarras carregadas de fuzz e uma atmosfera descontra\u00edda. S\u00e3o momentos que demonstram como a banda consegue transitar entre diferentes refer\u00eancias sem abandonar sua ess\u00eancia. Nesse contexto, a remasteriza\u00e7\u00e3o de Billy Stull faz toda a diferen\u00e7a: os detalhes instrumentais ficam mais percept\u00edveis e a sonoridade ganha uma apresenta\u00e7\u00e3o mais agrad\u00e1vel, favorecendo a aprecia\u00e7\u00e3o das nuances que poderiam passar despercebidas na edi\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>Com Cosmos Tree (Remastered), a GUARDIAN OF LIGHTNING reafirma a personalidade de um trabalho de estreia que merece maior reconhecimento, especialmente por sua proposta instrumental pouco convencional. A combina\u00e7\u00e3o entre o baixo virtuoso de Ir\u00f3n King, a guitarra e os vocais de Marco Fino e a bateria de Lord Drum demonstra que o trio encontrou uma maneira pr\u00f3pria de explorar o Heavy Metal, incorporando elementos de Stoner Rock e Rock cl\u00e1ssico. A participa\u00e7\u00e3o de Billy Stull foi fundamental para apresentar esse material em condi\u00e7\u00f5es sonoras superiores, tornando esta edi\u00e7\u00e3o uma escolha mais interessante do que a original. Se o primeiro lan\u00e7amento j\u00e1 revelava boas ideias, a vers\u00e3o remasterizada consegue valoriz\u00e1-las com maior clareza e impacto. \u00c9 uma oportunidade de redescobrir um \u00e1lbum que tem personalidade, boas composi\u00e7\u00f5es e, sobretudo, uma identidade que n\u00e3o depende de f\u00f3rmulas convencionais para chamar a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Fire Metal Por Greg M. Schurtz Nota: 08.0\/10.0 A for\u00e7a de uma boa remasteriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 na capacidade de valorizar uma obra sem comprometer sua identidade original. \u00c9 justamente esse o m\u00e9rito de Cosmos Tree (Remastered), do trio paulista GUARDIAN OF LIGHTNING. 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