{"id":63214,"date":"2026-11-04T21:38:01","date_gmt":"2026-11-04T21:38:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/?p=63214"},"modified":"2026-11-04T21:38:01","modified_gmt":"2026-11-04T21:38:01","slug":"resenha-confira-primeira-resenha-do-debut-album-da-neptunn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/resenha-confira-primeira-resenha-do-debut-album-da-neptunn\/","title":{"rendered":"Resenha: confira primeira resenha do debut \u00e1lbum da Neptunn"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-63215 alignleft\" src=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/neptunn-700x700.webp\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/neptunn-700x700.webp 700w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/neptunn-600x600.webp 600w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/neptunn-768x768.webp 768w, https:\/\/www.msmetalagencybrasil.com\/ptbr\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/neptunn.webp 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Avalanche Sonora<\/p>\n<p>Por Rodrigo Silva<\/p>\n<p>Nota: 09.5\/10.0<\/p>\n<p>Formada em Porto Alegre (RS), em 2020, a NEPTUNN chega ao primeiro \u00e1lbum completo com Parallaxis, lan\u00e7amento que representa um importante avan\u00e7o na trajet\u00f3ria do quinteto ga\u00facho. Disponibilizado pela Old Shadows Records, em 10 de outubro de 2026, o trabalho re\u00fane nove composi\u00e7\u00f5es e consolida uma identidade fundamentada no Technical Death Metal, combinando agressividade, precis\u00e3o instrumental e estruturas r\u00edtmicas elaboradas. A hist\u00f3ria do grupo come\u00e7ou a ganhar forma com o EP (Re)Existence (2024), registro que apresentou seis faixas e estabeleceu as bases de uma sonoridade influenciada tanto pelo Death Metal cl\u00e1ssico quanto por abordagens contempor\u00e2neas. Agora, a banda amplia suas possibilidades sem abandonar a ess\u00eancia extrema que caracteriza sua proposta. Outro aspecto interessante est\u00e1 na tem\u00e1tica, que explora conceitos relacionados \u00e0 ci\u00eancia, \u00e0 matem\u00e1tica, ao espa\u00e7o sideral e \u00e0 exist\u00eancia, conferindo ao repert\u00f3rio uma dimens\u00e3o conceitual que ultrapassa a brutalidade sonora.<\/p>\n<p>A abertura com \u201cA Bereft Memoir\u201d estabelece o direcionamento musical do \u00e1lbum por meio de uma introdu\u00e7\u00e3o instrumental que prepara o terreno para a complexidade das composi\u00e7\u00f5es seguintes. Em \u201cInvariant Pulse\u201d, a NEPTUNN demonstra sua capacidade de trabalhar mudan\u00e7as de andamento, riffs intrincados e acentua\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas sem comprometer o peso. A bateria assume papel fundamental nessa constru\u00e7\u00e3o, exigindo precis\u00e3o e controle para acompanhar as constantes varia\u00e7\u00f5es. \u201cNeptunn Rises\u201d, por sua vez, combina passagens agressivas com uma condu\u00e7\u00e3o instrumental que evidencia o entrosamento dos integrantes. Outro destaque \u00e9 \u201cFractal Self-Similarity\u201d, cuja constru\u00e7\u00e3o dialoga diretamente com a ideia de padr\u00f5es matem\u00e1ticos que se repetem em diferentes escalas. A faixa refor\u00e7a o car\u00e1ter cerebral do repert\u00f3rio e demonstra como o grupo consegue transformar refer\u00eancias conceituais em estruturas musicais interessantes, sem perder a contund\u00eancia.<\/p>\n<p>Na guitarra, Rafael Giovanoli, idealizador do projeto, e Franklin Nunes formam uma dupla respons\u00e1vel por boa parte da identidade sonora do \u00e1lbum. Os m\u00fasicos alternam riffs de execu\u00e7\u00e3o elaborada, passagens velozes e constru\u00e7\u00f5es mais cadenciadas, explorando as possibilidades do g\u00eanero sem transformar o virtuosismo em um fim em si mesmo. \u201cOdyssey, Pt. 1\u201d e \u201cOdyssey, Pt. 2\u201d merecem aten\u00e7\u00e3o especial por funcionarem como partes complementares de uma jornada musical de inspira\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. A divis\u00e3o em dois cap\u00edtulos permite desenvolver diferentes atmosferas, enquanto as guitarras conduzem as composi\u00e7\u00f5es por caminhos que valorizam tanto a t\u00e9cnica quanto a intensidade. A baixista Nath\u00e1lia Ernst tamb\u00e9m merece reconhecimento, especialmente pela consist\u00eancia com que acompanha as mudan\u00e7as estruturais e estabelece a conex\u00e3o entre guitarras e bateria. Sua participa\u00e7\u00e3o contribui para a densidade dos arranjos e refor\u00e7a o equil\u00edbrio instrumental necess\u00e1rio para que as composi\u00e7\u00f5es mantenham sua for\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos vocais, Dienifer Vieira apresenta uma interpreta\u00e7\u00e3o agressiva e expressiva, acrescentando personalidade \u00e0s composi\u00e7\u00f5es e acompanhando a intensidade exigida pelo repert\u00f3rio. Sua evolu\u00e7\u00e3o foi destacada na cobertura do show de lan\u00e7amento realizada pelo portal Cogumelo em Cena, que tamb\u00e9m ressaltou o entrosamento da forma\u00e7\u00e3o atual. Na bateria, Arthur Tomazelli demonstra impressionante dom\u00ednio das estruturas complexas, alternando velocidade, precis\u00e3o e for\u00e7a nas passagens mais exigentes. Seu desempenho ganha evid\u00eancia em \u201cInvariant Pulse\u201d, justamente pela necessidade de acompanhar as constantes mudan\u00e7as r\u00edtmicas sem comprometer a fluidez. A entrevista concedida por Dienifer, Rafael e Nath\u00e1lia ao podcast Cena Rock, do Correio do Povo, tamb\u00e9m oferece um panorama interessante sobre a trajet\u00f3ria do grupo e as expectativas em torno do primeiro full-length. A forma\u00e7\u00e3o re\u00fane m\u00fasicos com experi\u00eancias anteriores na cena ga\u00facha, e essa bagagem individual se reflete na seguran\u00e7a e na qualidade da execu\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Entre os momentos finais, \u201cTranscendence\u201d, anteriormente apresentada como single, funciona como uma boa s\u00edntese da proposta musical do disco, equilibrando atmosfera, agressividade e complexidade instrumental. J\u00e1 a faixa-t\u00edtulo, \u201cParallaxis\u201d, concentra elementos importantes da identidade constru\u00edda pelo quinteto, com uma abordagem que valoriza a intensidade e a elabora\u00e7\u00e3o dos arranjos. O encerramento com \u201cResignify\u201d estabelece uma liga\u00e7\u00e3o com o EP (Re)Existence, recuperando uma composi\u00e7\u00e3o que ajuda a conectar as diferentes etapas da discografia. A produ\u00e7\u00e3o visual tamb\u00e9m merece men\u00e7\u00e3o: a capa foi ilustrada pelo pr\u00f3prio Rafael Giovanoli, enquanto o videoclipe da faixa-t\u00edtulo, produzido pelo Selo Bruto, amplia o universo art\u00edstico do lan\u00e7amento. Naturalmente, a quantidade de mudan\u00e7as r\u00edtmicas e a densidade dos arranjos podem exigir algumas audi\u00e7\u00f5es para uma assimila\u00e7\u00e3o completa, mas esse aspecto tamb\u00e9m constitui parte do apelo do trabalho. Parallaxis \u00e9 um \u00e1lbum consistente, tecnicamente elaborado e suficientemente diversificado para demonstrar que a NEPTUNN encontrou um caminho promissor dentro do Death Metal brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Avalanche Sonora Por Rodrigo Silva Nota: 09.5\/10.0 Formada em Porto Alegre (RS), em 2020, a NEPTUNN chega ao primeiro \u00e1lbum completo com Parallaxis, lan\u00e7amento que representa um importante avan\u00e7o na trajet\u00f3ria do quinteto ga\u00facho. 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